20 janeiro 2008

L.F.M. só se mete em más companhias

Está visto que as perspectivas de Luís Filipe Meneses não vão além do olhar de um Pato Bravo. Antevendo uma crise mais profunda na construção civil e obras públicas este Sr. preocupou-se logo que passou a liderar o P.S.D. e chegou a propor um “pacto de regime” que determinaria as grandes obras a entregar a estes ditos. Garantir trabalho seria o objectivo.
Agora acha que a estes industriais deveria ser dada oportunidade noutros sectores. Depois de vermos construtores a edificar hospitais, centros de saúde, escolas, L.F.M. quer que os vejamos a gerir estes equipamentos para glória da iniciativa privada.
Assim eles ensinassem ao povo como é possível estar tão bem de saúde como eles e como é possível enriquecer em tão pouco tempo. Mas não seria esse o seu objectivo se é que podemos já aceitar que quando L.F.M. fala e sita tanta gente desde banqueiros, políticos, jornalistas, comentadores, o faz com autorização, reproduz fidedignamente as suas ideias ou quer agradar ou queimar alguém. Nunca saberemos.
Que se cuidem os construtores que com este amigo o seu negócio não ganha clareza, antes parece mais escuro e tenebroso. L.F.M. não apela à iniciativa privada em abstracto para desempenhar funções que estão a ser desempenhadas pelo Estado, não estou a discutir com que qualidade, o que seria legítimo.
Além da sua feroz vontade de tudo privatizar, que será legítimo pôr em causa e discutir, L.F.M. mete uma cunha por um sector específico que, mesmo depois de tanto suborno pago a políticos e intermediários, ainda está pelos vistos disposto a pagar mais com tanto dinheiro que tem para investir.

Sem comentários:

Aqui pode vir a falar-se de tudo. Renegam-se trivialidades, mas tudo depende da abordagem. Que se não repise o que está por de mais mastigado pelo pensamento redondo dominante. Que se abram perspectivas é o desejo. Que se sustentem pensamentos inovadores. Em Ponte de Lima, como em todo o universo humano, nada nos pode ser estranho.

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"Big Man" 1998 (1,83 de altura) - Obra de Mueck

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O mais perfeito retrato da solidão humana