O grande mérito de José Sócrates foi ter conseguido convencer grande parte da opinião pública, com penetração em todas as camadas sociais, de que as facilidades de um passado recente tinham dado um mau resultado e que a situação só poderia ser invertida sujeitando-se todos a dificuldades que compensassem o desmazelo reinante.
Houve resistência, outros continuaram a fazer pela sua via e a ignorar o mínimo de solidariedade social, mas criou-se uma nova maneira de penalizar socialmente essas situações, o que favorece o seu combate. Esta chamada de atenção de Cavaco Silva, afinal igual à de tantos líderes mundiais, enquadra-se perfeitamente neste ambiente de denúncia de uma situação insustentável.
Não é legítima a apropriação individual dos bens da humanidade, seja feita ilegalmente, seja utilizando lacunas da Lei. A função dos bancos é permitir a acumulação de capital, repartir os riscos, permitir as grandes obras, manter a propriedade colectiva mas não entregar os bens acumulados em termos de benefício pessoal, seja de quem for.
Sem bancos, sem sociedades anónimas (diferentes de sociedades secretas) não se alcança a dimensão, não se atinge a flexibilidade necessária, o equilíbrio consistente, para que o sistema de crédito funcione. Sem honestidade dos responsáveis não há credibilidade que resista.
O ultra-liberalismo pregado como teoria no geral por quem nunca sentiu o peso de administrar um bem social, como Pacheco Pereira, ou por alguns sociais-democratas e socialistas que não querem molestar o capital e até esperarão por algumas migalhas é uma forma desavergonhada e insana de pensamento social. Será de combater sempre.
Mas o mais engraçado é que muitos destas sanguessugas atrevem-se a aplaudir a política de Sócrates, a qual só faz sentido num panorama de solidariedade social global. È imperioso que a não haver bom senso, haja legislação apropriada a estas situações.
Houve resistência, outros continuaram a fazer pela sua via e a ignorar o mínimo de solidariedade social, mas criou-se uma nova maneira de penalizar socialmente essas situações, o que favorece o seu combate. Esta chamada de atenção de Cavaco Silva, afinal igual à de tantos líderes mundiais, enquadra-se perfeitamente neste ambiente de denúncia de uma situação insustentável.
Não é legítima a apropriação individual dos bens da humanidade, seja feita ilegalmente, seja utilizando lacunas da Lei. A função dos bancos é permitir a acumulação de capital, repartir os riscos, permitir as grandes obras, manter a propriedade colectiva mas não entregar os bens acumulados em termos de benefício pessoal, seja de quem for.
Sem bancos, sem sociedades anónimas (diferentes de sociedades secretas) não se alcança a dimensão, não se atinge a flexibilidade necessária, o equilíbrio consistente, para que o sistema de crédito funcione. Sem honestidade dos responsáveis não há credibilidade que resista.
O ultra-liberalismo pregado como teoria no geral por quem nunca sentiu o peso de administrar um bem social, como Pacheco Pereira, ou por alguns sociais-democratas e socialistas que não querem molestar o capital e até esperarão por algumas migalhas é uma forma desavergonhada e insana de pensamento social. Será de combater sempre.
Mas o mais engraçado é que muitos destas sanguessugas atrevem-se a aplaudir a política de Sócrates, a qual só faz sentido num panorama de solidariedade social global. È imperioso que a não haver bom senso, haja legislação apropriada a estas situações.
