24 agosto 2009

Quais ressentimentos? Cada um segue o seu caminho

Que há pessoas incomodadas pela minha declaração de voto nas autárquicas, dizem-me. O voto útil é tão digno como qualquer outro e há eleições, como as presidenciais, em que ele está institucionalizado. À segunda volta, depois da falta de maioria na primeira, há uma grande quantidade de pessoas que são chamadas a votar útil. Mas claro que na primeira volta já muitas não o terão feito por convicção antes tentaram contribuir para resolver a questão sem grandes delongas e votaram útil.
A coligação negativa que se formou há vinte anos e fez com que o CDS mantivesse o poder autárquico em Ponte de Lima justifica-se que se faça hoje contra o CDS. Por motivos de politica nacional essa coligação nunca poderá ser formal. Estando por muitas razões o PSD na melhor posição para disputar o poder é natural que lidere essa contenda. Só que o voto autárquico não é extrapolável e o PSD local deve aceitar essa posição. A nível nacional nada me levaria a votar PSD. A nível local o meu voto é negativo.
O meu comentário sobre o PS local, em quem votarei nas legislativas, estou a reservá-lo para depois das eleições, para que não digam que tenho alguma intervenção negativa. Decerto que quem se pensar socialista, independentemente de ter ficha partidária, deve pensar seriamente a sua intervenção politica a nível local, em que quadro a poderá fazer. O problema dos socialistas locais é serem poucos e fracos mas não só.
Comigo não há ressentimentos. Alinhei essencialmente com um grupo de pessoas resolutas, empenhadas, afirmativas. Destacarei naturalmente Montenegro Fiúza, Jorge Silva e Afonso Costa. Entre percalços inesperados contribui dentro do possível para manter a espinha dorsal de uma intervenção de oposição clara o que infelizmente nem sempre transpareceu para a opinião pública. Espero para ver o trabalho da equipa que vai agora a votos, mas não posso dizer que confio neles.
Pela minha parte só procurei ter uma intervenção positiva precisamente quando as questões eram de natureza irreversível. Disse isso claramente a Daniel Campelo que no que são questões de gosto cada qual tem o seu. Mas falar da minha interacção com o PS será agora “lavar roupa suja”. O que está em causa no meu ponto de vista é muito mais do que isso, de uma importância que transcende o concelho e mesmo o distrito. Disso se falará noutro tempo.

23 agosto 2009

Todos querem confrontar Gaspar Martins e não sabem como

Corre um diz que disse na blogosfera acerca de Gaspar Martins, candidato a vice-presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima. Conviria alguém esclarecer. É do domínio público que o Ministério Público iria constituir arguidos há uns anos (dez segundo penso) Gaspar Martins e seus sócios no âmbito de um processo de alegada falsificação de assinaturas.
Avisados esquivaram-se como puderam até que o prazo legal terminasse e regressaram em paz as suas casas e o Gaspar Martins às suas funções de vereador camarário. Os factos originais são de um período em que Gaspar Martins ainda não era vereador municipal mas pertencia ao staff de Daniel Campelo, com larga intervenção nas campanhas eleitorais de 89 e 93.
Daniel Campelo confrontado por Acácio Pimenta numa sessão da Assembleia Municipal haveria de dizer precisamente que os factos se não reportavam a qualquer processo municipal, nem sequer tinham sido protagonizados no período em que era edil. Num aparte diga-se que nessa sessão Gaspar Martins estava de férias pelo que foi estranha a oportunidade de abordar esse assunto.
Decerto há um acordo judicial em que Gaspar Martins e os seus sócios entregaram terrenos no valor de um milhão e quinhentos mil euros à autora do processo judicial contra eles levantado e que tinha prescrito na parte criminal mas não para efeitos cíveis. O facto de não ter havido julgamento tornou Gaspar Martins impoluto à face do direito.
Se se pretende julgar Gaspar Martins na blogosfera acho errado, mas já não acho que se julgue o direito em si que permite que tudo fique nesta nebulosa. A mim não me atrapalha o que Gaspar Martins poderá ter feito. O que me preocupa é o que ela poderá vir a fazer. A forma como ele toma decisões e a falta de Daniel Campelo faz-me pensar que agora não tem travões para as suas ideias. Era bom que ele dissesse o que pretende fazer.
Se na Câmara tivéssemos técnicos respeitados, se no Executivo e na Assembleia houvesse gente atenta, se as associações tivessem voz, se a sociedade civil tivesse opinião, podíamos estar seguros que não seriam tomadas decisões em cima do joelho.
Se Gaspar Martins, o verdadeiro chefe desta candidatura, deve ser confrontado com o seu passado, quem assim entenda que o faça, não faltarão ocasiões para isso. Mas que deve responder pelo seu futuro, lá isso deve. Tudo tem sido feito à revelia da opinião pública sem ser sufragado nas eleições. E numa campanha é pelo futuro que se responde.

21 agosto 2009

Uma apreciação mais madura das candidaturas em Ponte de Lima

O Partido do Centro Democrático e Social continua a pôr em campo a mesma estratégia de secagem que Daniel Campelo adoptou desde que foi eleito Presidente da Câmara. As Juntas de Freguesia são manipuladas e manipuladoras em relação à população. A subserviência é explorada até ao máximo das suas possibilidades.
As pessoas são atemorizadas, compelidas a colocarem-se debaixo da capa protectora de algum cacique. Tem séculos esta atitude e nem o regime republicano conseguiu introduzir outra forma de agir. O regime democrático de depois de 1974 nada tem feito para introduzir alterações a este modelo. O aumento da dimensão das freguesias seria um primeiro passo que ninguém se arrisca a dar.
Não faltam pessoas predispostas a concorrer às juntas de freguesias, mas logo, por qualquer razão menos honesto, surgem a dizer que têm filhos para empregar e a Câmara sempre é um bom empregador, tem um parente lhe lhes pediu por todas as almas que se contenham porque está em vias de resolver um problema e até a família o pode prejudicar.
O CDS já roubou juntas, algumas com o elenco completo ao PSD e ao PS. Além do uso de métodos desonestos há aqui uma clara falta de verticalidade desta gente que devendo a sua ascensão a um partido logo o trocam para virem a beneficiar mais do que até aí. O fenómeno parecia estancado mas pelos vistos continua. Dois exemplos são a junta da Labruja do PS e a da Queijada do PSD. Com gente desta é uma vergonha ser de Ponte de Lima.

18 agosto 2009

Uma apreciação breve das candidaturas em Ponte de Lima

Estão fechadas as candidaturas aos orgãos autárquicos de Ponte de Lima. São quatro as forças concorrentes, umas lutam pela representação, outras pela vitória, outras nem tanto.
O Partido Comunista dito CDU concorre com as forças da casa. Estagnado, sem qualquer abertura à sociedade, num concelho em que as associações que normalmente lhe seriam afectas se colam ao poder, resta-lhe a prata da casa. Concorre por um lugar na Assembleia.
O Partido Socialista regrediu. Tendo ido buscar um candidato à orla do PC, depois de múltiplas recusas, apresentou um programa conformista, ruralista e pouco entusiasta. Recuperou a velha tralha passadista, putrefacta, que engordou à custa da política, sem nunca terem dado nada à sociedade, à política, à ética. Concorre para perder o lugar na vereação.
O Partido Social-Democrata é o único a dar um passo em frente. Apresenta um novo líder, dinâmico e aberto à sociedade. Já infelizmente o mesmo não se poderá dizer da maioria da sua lista, mas convenhamos que o mais importante é a liderança. A esta só lhe falta empenhar-se mais no local e deixar as querelas nacionais para outras instâncias. Concorre para subir, para recuperar vereadores, que já teve três, para atemorizar o CDS.
O Partido do Centro Democrático e Social anda medroso, a ver pelo número de cartazes que o seu candidato já espalhou pelo concelho. A sociabilidade deste não lhe garante autenticidade e verticalidade. Nunca será fácil a passagem de escudeiro de Daniel Campelo para seu substituto. Sustinha os golpes que não lhe eram destinados, mas, a ser eleito, passará a ser ele o alvo. Assessorado por quem manda mais do que ele, com o resto da lista politicamente inócua, a sua tarefa mostra-se difícil. É o alvo a abater.

31 julho 2009

Um caso de estudo -O caso do estatuto dos Açores

Dos manuais de uma boa escola de política não poderá faltar este caso como revelador do cinismo nas suas diferentes vertentes.
Cavaco ofende-se com dois artigos e manda para análise do TC alguns outros.
Cavaco manda recado à AR para alterarem os artigos rejeitados por inconstitucionalidade e aqueles que ele próprio fez questão de rejeitar.
Havia eleições nos Açores e ninguém quis dar o braço a torcer: Os partidos, o Governo Açoriano, a Assembleia Regional e a Assembleia da República.
Cavaco promulgou por obrigação legal mas o diploma foi enviado ao TC para análise daqueles dois artigos considerados ofensivos pelo PR. Outra entidade entendeu haver mais artigos discutíveis e requereu também a sua inconstitucionalidade.
O Tribunal Constitucional declarou sem efeito esses 11 artigos.
O cinismo reside em Cavaco que deveria ter pedido deste logo a análise de todo o diploma ou pelo menos de mais aqueles dois artigos. Quis realçar a ofensa para criar um caso político.
O cinismo reside naqueles que omitiram das suas análises aqueles nove artigos que o TC haveria também que considerar sem efeito.
O cinismo reside em todos os partidos que, por motivos eleitorais uns e o PS para não criar um conflito interno, sustentaram um diploma que não resistia à análise mais superficial.
O cinismo reside no Governo Açoriano que quis forçar até ao limite as suas pretensões à soberania absoluta.
O cinismo reside naqueles, o PSD, que alteraram na última votação o seu sentido de voto, porque as eleições açorianas já tinham passado e as tinham perdido.
Será sempre subjectivo atribuir os ganhos desta casmurrice mas Cavaco ansiava por um pretexto para declarar guerra a Sócrates, mesmo que se veja a sua dualidade quando se trata da Madeira ou dos Açores, Sócrates teve medo de César, mesmo que dê uma mau sinal a quem o apoia na guerra santa contra o energúmeno madeirense, César portou-se como um rapaz truculento que no fundo inveja o outro ilhéu, O PSD revelou mais uma vez o seu parasitismo político tentando tirar partido de um episódio de que haveria de se envergonhar. Ganhamos nós um espectáculo degradante, baixo, de um calculismo reles. Que fique para a história para que não se repita.

25 julho 2009

O espírito do lugar

O “espírito do lugar” é uma designação que em termos de arquitectura tem muito significado. Houve quem extrapolasse esse conceito para o domínio da antropologia, da sociologia e das ciências afins. Este conceito tem evidente a propósito e é de grande utilidade para percebermos porque acontecem determinados fenómenos num dado espaço, num lugar específico.
Recentemente alguém http://arquitecturaepontedelima.blogspot.com/ falou do “espírito do lugar” como a manifestação de uma revolta pelas transformações que o espaço físico está a sofrer à revelia de qualquer esforço de enquadramento no espaço herdado.
A força desse “espírito do lugar” está por determinar perante a agressão que indivíduos não imbuídos desse espírito vêem cometendo perante a passividade dos residentes. Haverá ainda algum lugar com espírito? A Vila de Ponte de Lima tem-no imbuído nas suas pedras?
A Além da Ponte funcionou em tempos como despoletadora de um espírito capaz de desbravar novos rumos mas hoje fica na feliz descoberta do poeta Ernesto Costa como o local de vivência de uma velhice profundamente humana. Também a Além da Ponte morreu?
O espírito do lugar tem de se encontrar não só nas pedras mas também nestas. Estes até são as que mais facilmente estão à disposição de todas as aves de arribação que aqui aportam vindas de próximos ou longínquos lugares. Porque querem deixar obra toca a mudar a propósito e a despropósito. O espírito do lugar que se lixe.
Não é só Daniel Campelo que tem outra paixão. Arreda! Arreda! Também muitos de vós do CDS não sois deste lugar, não lhe senteis a alma.

23 julho 2009

Quem sustém este desvario?

Já se vão notando umas vozes consistentes contra o desvario. Destas destaco o André Rocha que no seu Blog http://arquitecturaepontedelima.blogspot.com/ tão bem tem expresso a sua opinião avalizada sobre várias das realizações a que o actual executivo se tem abalançado.
Já expressei a minha ideia geral sobre a violação a que o Centro Histórico tem estado sujeito e em relação a alguns casos em particular. Mas era a voz de um leigo face à ideia de uns leigos que constituem a vereação municipal, de que se destaca o Gaspar Martins com a sua formação de esteta feita no areal que ele tanto ajudou a violentar.
Mas também há dois elementos do executivo com boas noções de como se constroem alojamentos para vacas e cavalos mas que não têm a mínima noção de como deve ser gerido o espaço público. Para compor a floreira temos dois óptimos “relações públicas” mas que preferem os bares como espaço para tal efeito. E temos um vereador que, por mais questões que tivesse levantado, por mais objecções que pusesse, sempre deixou que nas resoluções camarárias o Daniel Campelo invocasse uma unanimidade abusiva.
Aproveito para dizer que sempre apoiei o Jorge Silva, sempre colaborei lealmente com ele, mas é evidente que cada pessoa tem o seu estilo e em política o estilo é por demais importante. Quando se entra num executivo ou se colabora ou se afronta.
Da colaboração com quem é mais forte, mais cínico, mais calculista fica-se sempre a perder. Nem se consegue uma intervenção significativa e passasse por colaboracionista mesmo quando isso é manifestamente falso. Da afronta resulta a clara assumpção de responsabilidades por quem exerce um poder discricionário, arbitrário e mesmo provocador como é apanágio desde executivo.

21 julho 2009

O que fazer por Ponte de Lima

Quando há confusão no ar as forças dominantes costumam tocar a reunir, convocando amigos e inimigos contra um qualquer real ou hipotético inimigo maior que não deixa trabalhar e estraga a imagem que o poder quer ter por via da Terra ou do País.
Quando o CDS tem a maioria absoluta, o que só não ocorreu em Ponte de Lima quando concorreu em coligação com o PSD na AD e no mandato de Francisco Abreu Lima, não ouve ninguém, decide a bel prazer do gosto algo rebuscado dos seus dirigentes, contra a opinião dos seus próprios militantes.
A lógica salazarista das forças vivas ainda se mantém em Ponte de Lima, há grupos sociais que monopolizam as influências sobre o executivo e esquecem as suas próprias divergências. É o tal medo conveniente que leva muitos a calarem-se, mesmo quando são prejudicados. As excepções, como a do Fernando do Girabola, são poucas.
O que está pois errado é em primeiro lugar a forma como no executivo camarário se tomam decisões. É possível fazer política doutra maneira, mesmo havendo que respeitar o princípio de que a última palavra cabe a quem tem a maioria. As reuniões quinzenais do plenário do executivo camarário são um espectáculo degradante, a que só a presença de Daniel Campelo consegue dar alguma dignidade, mesmo que lhe falte transparência e clareza nas decisões.
Depois há a política de fachada, que tudo resume à contagem dos minutos que Ponte de Lima consegue nas televisões nacionais. Na minha perspectiva é legítimo alguém se querer mostrar pela diferença, mas, quando se está muito abaixo da média nacional na maioria dos indicadores de desenvolvimento, a diferença é tão só folclórica. Obra seria conseguirmo-nos diferenciar entre os melhores.
Os acérrimos defensores de Campelo terão que sofrer a humilhação de um dia verem os camartelos a derrubar algumas das suas “obras”, que de palhaçadas estamos nós cheios. Há que higienizar o ambiente e levar o desenvolvimento real à ruralidade.

19 julho 2009

Desfaça-se a confusão!

Anda muita gente a baralhar as minhas reais e supostas ideias. Já escrevi um texto sobre a necessidade de sermos humildes quando queremos ler alguém. Quem não quer ler passa à frente, mas dispensam-se os insultos gratuitos.
Nem quero dizer que é necessário estar abaixo ou acima, muito menos é necessário alguma preparação especial para me lerem. Será preciso uma mente fresca, um coração disponível, uma vontade não agrilhoada, uns sentimentos sem nostalgia, uma visão dirigida ao futuro. Assim já daríamos um jeito. E muita frontalidade, perdoem-me aqueles que acham que faço rodriguinhos a mais.
Em todo o País se nota que a política volve e revolve ao redor sempre das mesmas figuras, falta ar fresco, arejamento. Até Daniel Campelo, mesmo com todos os defeitos que tenha e embora seja seu propósito continuar na política, sentiu essa necessidade de arejamento, de mudar de ares. Não chegou ele dizer “Ponte de Lima nunca mais” que parece que já há quem sinta a nostalgia dele. São as mesmas figuras tristes de sempre.
Daniel Campelo não ensandeceu como tem acontecido a outros políticos, mas deslumbrou-se o suficiente com ele mesmo para preparar a sua saída com tropas romanas, fadistas, lavadeiras, cantores ao desafio, lavradeiras, ranchos, tocatas e bandas de música.
Só não direi que Daniel Campelo sai bem porque já devia ter saído há mais tempo. Aqueles que choram a sua partida não faltará muito tempo encontrarão alguém a quem se devotar com o mesmo empenho e fervor, seja do CDS, seja de quem for.
A política por mim preconizada não passa por pessoas, mas por dois grandes princípios. Um representa o caminho e é a participação. O outro representa o objectivo e é a partilha. Quem se der ao trabalho de me ler descobrirá que para mim é irrelevante que alguém se chame Chico ou se chame Zé.

15 julho 2009

Afinal havia outra

Em recente entrevista, em jeito de despedida de mau gosto, veio declarar que a sua verdadeira paixão é Viana do Castelo, terra onde estudou e muito viveu na sua juventude. Afinal Campelo nasceu no Vale do Neiva, terra de gente que se distingue bem da do Vale do Lima, nem para melhor nem para pior, não vem ao caso, mas que tem mais afinidades com terras de Viana, Barcelos e Vila Verde.
Acho que foi sincero mas fica-lhe mal ter-nos andado a enganar estes anos todos. Mas também acho que Daniel Campelo virá a dizer ainda pior de Ponte de Lima, como se ele não tivesse culpas do nosso atraso, se não tivesse sido camarário este últimos vinte anos e o seu partido não estivesse no poder há trinta e três anos. À moda do outro dirá que “burros vos encontrei, burros vos deixei”.
Ele que também numa entrevista há uns anos ao Porto Canal de TV dizia que após abandonar a Câmara se iria dedicar à pastorícia e à elevação deste povo, só não disse se pela poesia ou qual o método. Acho que Daniel Campelo já é demasiado velho ou excessivamente novo para a poesia, mas de qualquer modo ele terá desistido desses propósitos.
Afinal não tenho motivo para não lhe desejar felicidades, só lhe agradecia que, uma vez eleito para Viana do Castelo, para lá leve a Amália e o Brutus com as suas tropas, deixe ficar alguma ruralidade genuína, mas leve o seu ruralismo, encaminhe para lá as tropas de Gondomar, Paredes, etc., antigamente chamados turistas de garrafão.
…E já agora leve também os seus serventuários que por cá deixou, uns poetas nostálgicos, uns músicos de ouvido, uns periodistas embevecidos, todos os que se deslumbram com o brilho das estrelas e esquecem a sua própria nobreza.

13 julho 2009

As silhuetas coloridas

As próximas eleições autárquicas correm o risco de serem em Ponte de Lima demasiado soft. Quando se está longe do poder há tendência para se ser mais agressivo e quanto se está tantos anos longe do poder mais agressivos deveríamos ser. Uma agressividade boa conselheira precisa-se para varrer o CDS do mapa Limiano.
A não ser que afinal todos nós nos tenhamos sentido próximos do poder estes anos todos e tudo tenha sido feito segundo o interesse geral. Então há que gritar, alertar contra tanto adormecimento, dizer bem alto que os sentimentos de resignação não fazem sentido neste concelho. Não seremos nós capazes de fazer melhor?
Os Limianos têm participado na construção do mundo em todos os continentes e em muitas actividades. Em Ponte de Lima os Limianos resignam-se a ver instalar em pleno areal umas silhuetas de soldados romanos temerosos de atravessar o rio.
Terá o medo tolhido esta gente que só mostra as suas potencialidades fora do torrão natal? Faltar-nos-á dar muitos passos para a modernidade e, a continuar esta apatia, cada vez mais serão necessários. Em Ponte de Lima dão-se passos para a saloiada, para o pitoresco, para a nostalgia de um passado bucólico, esquecendo-se a miséria e submissão de tempos idos.
Em Ponte de Lima falta dar um passo em frente, um primeiro passo que não pode, não há condições para ser demasiado ambicioso, mas que tem que ser na direcção certa. Os protagonistas conhecidos são gente para dar mais passos atrás, incapazes de atravessar o rio, pouco mais que silhuetas em que tudo lhes falta, inclusive pernas para andar.

01 julho 2009

Um apelo descomprometido

Dando por adquirido que Daniel Campelo imprimiu a Ponte de Lima um cariz que a tornou um Cidade deslocada no seu aspecto, despropositada nas seus fins, parasitada na sua economia, pouco virada para o interior que lhe alberga a alma e muito virada para o exterior que lhe conspurca o corpo, que tenta captar franjas e tem que aguentar a lógica das multidões, há necessidade de repensar Ponte de Lima e o seu futuro.
Quando se apresentam eleições a breve trecho, “perdido” o carisma de Daniel Campelo, até nas suas hostes houve desentendimentos sobre quem deveria gerir o seu espólio. Das soluções possíveis a encontrada parece ser a pior mas não podemos estar seguros de que o povo não votará nela.
Situo-me claramente à esquerda e sei que a negação de um voto desta continuidade paralítica que pode estar no horizonte favorecerá preferencialmente o P.S.D., mas não é isso que me faz ficar parado. Impõe-se uma mudança mas no entanto nem a proposta do P.S.D. é fiável nem a mais longínqua do PS parece ter pernas para andar.
Com estes pressupostos faço um apelo às pessoas descomprometidas com qualquer das hipotéticas soluções que se reúnam sem preconceitos, sem condições à partida, de modo a analisar as soluções possíveis, os objectivos que Ponte de Lima deve ter como Cidade e só por fim e eventualmente a tradução política que uma possível convergência de ideias possa ter a tempo de não entregar o nosso futuro a quem não tem sensibilidade, qualidades para rasgar novos rumos, quiçá sequer para a gerir.
As pessoas certas são aquelas que tenham empenho em pôr em prática as ideias que sejam o mais consensual possível, que dialoguem com a sociedade civil, que não é só a da sede do concelho, e claro que representem as forças maioritárias, com exclusão do C.D.S., tão só porque decerto nunca estará interessado numa solução deste género. Mas para já o que seria importante seria avaliar se será possível congregar pessoas capazes de impulsionar uma solução destas.
Um jantar podia ser um bom momento de reflexão. Deixo a proposta no ar internáutico.

28 junho 2009

A estranha sedução dessas mulheres

Há políticos que nunca mudam. Não há crise, calamidade, terramoto que os demova de defender sempre as mesmas ideias. Os ditos sociais-democratas portugueses, liberais dos sete costados no que se refere ao domínio da economia, não cedem, mantém viva a sua chama. E não há dúvida que a sua actual líder a conseguiu avivar.
Todos se perfilam quando se trata de atacar o Estado Social e um hipotético Estado Socialista mandam-no para as profundezas do inferno. Podem-se abespinhar uns com os outros devido a diferenças de estilo, dar a aparência de estar envolvidos em lutas fratricidas que, quando toca a reunir, todos alinham seja qual for o seu estado de espírito passageiro.
Mesmo com este Estado Social Mínimo a Manuela não se dá por satisfeita. Há que deitar abaixo. Esta autêntica mão coruja, galinha choca e chocalheira quanto baste, que abriga tudo e todos desde que lhe mostrem respeito e deferência conseguiu reduzir ao silêncio os milhentos granizos que sempre vão aparecendo no seu galinheiro com pretensões a vir a liderá-lo.
Para cúmulo até parece que já conseguiu por debaixo das suas penas, ou saias para o caso, o próprio Cavaco Silva que numa patética arremetida pelas bandas do empresariado resolveu ampliar o rosnar roufenho da sua correligionária caquéctica.
Cavaco Silva vetou uma Lei que podia acabar com o vergonhoso caso da imprensa propagandística da Madeira paga com dinheiro público e preocupa-se com uma hipotética beliscadura ao vergonhoso jornal da sexta-feira na TVI. Ninguém parece resistir à sedução daquelas duas mulheres.

27 junho 2009

A alguém chega mudar de atitude?

Na política fica-se muitas vezes refém do passado. Nem seria necessário cometer erros gritantes, ter confrontos dilacerantes, assumir compromissos que nos prendam. Há distanciamentos que se criam, caminhos que se dispersam, afectos que se perdem, identificações que se revelam artificiais. Às vezes até a simples rotina se torna paralisante. Tornou-se imperiosa “dar um murro na mesa”.
Qualquer gestor pode chegar a um dia em que concluiu que não está no lugar certo, que não era aquilo de que ele gostava. Enfim todos nós gostamos de um dia mudar de vida só que nem a todos isso é facultado. Eu sei que há muitos anos a maioria de nós era lavrador e nas suas expectativas não entrava qualquer mudança de vida, mas essa maioria também já abandonou essa grilheta. Porém outras se vão criando na inevitável repartição do trabalho.
Afinal dentro da espessa classe política profissional que se formou no pós 25 de Abril o tédio é um mal bem menor do que aquele de que sofrem os inadaptados numa sociedade de descarte tão repentino como esta. Contrariamente a esses políticos, um qualquer profissional nem precisa de falhar na sua actividade para ver o seu futuro em risco, quer mude de temperamento, de parceiros ou de ideologia.
Um político, mesmo falhando, atribui as culpas a outros e a circunstâncias adversas e andando um tempo por aí com rendimento garantido sem ser mínimo acaba por só ter que mudar de atitude para que outras portas se lhe abram. A um político exige-se que, de vez em quando, mude de imagem. Aos outros exige-se resignação.

26 junho 2009

Quem o vê e quem o viu

Sinceramente deu-me pena vê-lo a um canto, tristonho, não se lhe vislumbrando na face um sorriso. Se um homem se tem que submeter a isto para tentar arranjar onde ter paparoca perde toda a dignidade.
Alguns pensarão que não é bem assim, que as pessoas amadurecem e alteram os seus comportamentos, perdem espontaneidade, mas não faz mal, ganham em lucidez, estabilizam as suas relações, disciplinam-se.
Claro que estou a falar de Santana Lopes, velha ave altaneira, não habituada a rastejar, a esconder-se, a passar despercebida. Custa ver uma pessoa passar de águia, ou que seja pelo menos milhafre, a um mocho apagado e a escolher as horas para aparecer.
Quem teria sido a pessoa a provocar este milagre de domesticar tão bem quem era tão rebelde e estava tão habituado a andar livremente por aí? Só podia ser a inefável, a espantosa, a fantástica velhinha que dá pelo nome de Ferreira Leite.
Lançou o seu manto de mãe extremosa, preocupada com todos os seus filhos, até com este pródigo que procede muitas vezes à revelia dos códigos familiares e tanto se arroga o título de fiel depositário do seu tetra avô Sá Carneiro com quem terá privado como poucos.
Afinal a grande arma de Ferreira Leite é o seu ar maternal, que tem vindo aí de cima e que, não sendo garantia de nada, nesta sociedade com muito ainda de tradicional tem o seu efeito nas escolhas.
De velha truculenta, de bruxa má, o certo é que os peritos em imagem estão a fazer maravilhas desta mulher. O Sócrates que se cuide. Mas que se não torne em velho rabugento que tem de aturar uma velha rejuvenescida mas que não o faz à procura de sexo de que não precisa porque já teve os filhos que desejava. Aprende com o Santana, mantém a calma, ela cai sozinha.

24 junho 2009

A defesa do nosso futuro não passa pela defesa da nossa diferença

Há anos era comum dizer-se que ser socialista em Ponte de Lima era tão ou mais revolucionário, tão ou mais progressista, tão ou mais idealista do que ser do Bloco de Esquerda em Lisboa. Seria muito mais difícil, muito mais exigente do que ser socialista em Lisboa. É puro engano: Há indivíduos displicentes, irresponsáveis em todo o lado.
A única dificuldade é constituída pelos relacionamentos pessoais porque estes são mais difíceis de gerir à medida que nos distanciamos de Lisboa. Prezam-se mais, tem-se mais receio em ferir susceptibilidades, medem-se melhor as consequências de uma actividade política visível e constante. Mas é um campo privilegiado para oportunismos de todo o cariz.
Ponte de Lima era além disso considerado o concelho mais retrógrado do País em face de uma avaliação independente do seu potencial. Não fujo à regra e já tive essa percepção, que sempre combati, mas que periodicamente me faz desalentar. No entanto não vale a pena estar a ir por essa via.
Não seria o primeiro que em Portugal alimentou sentimentos destes, vencidos da vida há um pouco por todo o lado. Mas esta atitude ainda não será a pior. Bem mais negativo é procurar na desgraça motivo de satisfação que compense. Isto é, deixar que o nosso espírito se espraia e se sacie com paisagem, jardins e desfiles de gente peregrina, sarrabulho e outras enormidades de que se fazem bandeiras.
Combater esta realidade é em primeiro lugar combater o sentimento de saciedade que ele cria em tanta gente. Combater esta realidade pode ser induzir expectativas que ela não comporta, medir o nosso tempo por parâmetros que não são os nossos, mas também convencermo-nos que os benefícios que usufruímos não compensam os malefícios que temos sempre que suportar.
Ponte de Lima não é um lugar de fuga, nele temos de encontrar um caminho que nos leva ao progresso e à integração num mundo competitivo. Colocar a população a pronunciar-se sobre o que quer que se faça neste espaço amplo e mais livre para que não se perca mais tempo do tempo que os outros sabem aproveitar e nós menosprezamos é um imperativo imediato sem medo de se estar muito ou pouco à esquerda.
Em Ponte de Lima não devemos dar nem mais nem menos importância ao nosso posicionamento político pessoal, não devemos dar voz ao azar nacional, não devemos sobrevalorizar as qualidades demasiado perecíveis daquilo que temos, não devemos induzir expectativas iguais para quem mede o tempo de forma diferente. Seria ilusório dizer que a defesa do nosso futuro passa pela defesa da nossa diferença.

23 junho 2009

Um espaço em que possa respirar

De uma das pessoas referidas no meu anterior “post” recebi um e-mail de que foi solicitada reserva mas que me impõe alguns esclarecimentos e quiçá a reposição de alguma justiça.
Na minha opinião, e tendo em conta somente a sua eficácia política, a escolha do candidato António Carlos Matos a Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima não é acertada.
Lembremos o aproveitamento vergonhoso que foi feito do passado político de Vital Moreira e a sua postura mais intelectual que política que levou a expressar algumas ideias possivelmente acertadas, mas visivelmente despropositadas no difícil contexto em que se encontra a luta política.
A tentativa de Vital Moreira em conciliar a elevação do debate com a frontalidade que certas questões exigem redundou em ser alvo da mesquinhez que muitos alimentam rasteiramente para atacar os adversários e confundir mesmos os apoiantes destes.
Não ponho em causa a capacidade da pessoa para o cargo, mas permita-se-me que expresse a ideia de que a ânsia de protagonismo, quando é resultado da apetência pessoal pela função que pode estar no horizonte duma candidatura, não é defeito, antes seria uma mais valia que não parece presente em António Carlos.
Essa ânsia sobra decerto nas duas outras pessoas referidas no meu post o que porém neles não encontra suporte a vários níveis necessários para dar crédito à política a construir e para construir um projecto partilhado. O que os move são tão só projectos pessoais que só a largueza do PS comporta e que são alvo da chacota pública, a que chamam inveja.
Numa opinião abrangente encontram-se razões políticas, intelectuais, morais, pessoais que não dizem respeito a todos os intervenientes e que no caso do António Carlos só situo no âmbito das primeiras. Quanto ao mais, e pessoalmente esse mais era o que mais me importava, há pessoas que nunca respirarão o ar que eu respiro porque não tenho a desvergonha delas, embora as mesmas entendam essa falta de vergonha por virtude política.
Na política tem que haver um modo de lidar com as coisas que não passa pelo vale tudo de alguns. E, se o nosso tempo está sempre limitado pelo tempo dos outros, seria dramático se não houvessem outras saídas, se não houvesse um espaço em que se possa respirar.

22 junho 2009

A necessidade de um reposicionamento

Infelizmente a lógica local, os alinhamentos motivados pelos interesses mesquinhos que muitos alimentam, a promiscuidade que se manifesta entre os vários níveis de interesses pessoais das personagens mais determinantes e o desconhecimento de qualquer coisa parecida com vida política da maioria delas, a falta de vergonha daqueles que se travestem de gente interessada no futuro da coisa pública, tudo isto leva a que haja alianças inesperadas e inverosímeis.
Espera-se um realinhamento no campo da direita situacionista, põe-se também a hipótese de haver uma intervenção dos chefes nacionais da direita que leve a uma aliança local, sabe-se que os sociais-democratas receberiam estas migalhas de mão beijada. Uma entrada na área do poder seria para o PSD a oportunidade que há anos almejam e que tem sido sempre adiada.
O que se não entende é o ziguezaguear do PS ao promover uma reviravolta em relação à sua política de quatro anos em Ponte de Lima. Haverá uma tentativa séria de aproveitar uma oportunidade nova ou haverá puro oportunismo de um comunista que ninguém sabia que se tinha (?) regenerado e de um dito socialista que tudo deve ao Partido mas que este tinha marginalizado por não ser portador que qualquer valor político?
Como já foi apelidado de conselheiro por uma ave rastejante da nossa praça, quero dizer que nunca foi filiado do PS, que colaborei honestamente enquanto a isso me comprometi e a mais não sou obrigado, que nunca defendi esta solução anacrónica e não posso ser responsabilizado por ela, que manifesto a mais veemente oposição no que sou acompanhado por muita gente, que não fico preso a esta solução, que não atraiçoei ninguém, antes me sinto de certo modo vilipendiado.
No entanto as minhas contas com o PS estão saldadas. O meu caminho está livre porque não posso ficar dependente de qualquer oportunista sem escrúpulos, nem embarcar com quem se quer suicidar.

08 junho 2009

O voto pela negativa

O esforço conjugado da direita e da estrema esquerda com o apoio dos puristas do socialismo levaram a uma derrota do PS na eleições de 7 de Junho para o PE. A propaganda visou penalizar o PS e nisto todos se acham vencedores. Não que alguém tenha construído algo de palpável, mas tão só que muitos apoiantes do PS se deixaram abater pela campanha que tinha por único objectivo denegrir o papel do PS e de José Sócrates.
Este cenário será decerto alterado pela mobilização daqueles que têm uma visão positiva da política, que esta deve visar a governabilidade do País e não hipotéticos cartões amarelos ou vermelhos. Também a votação em branco é significativa de um voto de quem se não se reconhece na verborreia opositora, mas também não compreende a politica titubeante do PS em relação ao capital rapinante que por aí prolifera.
Sectores corporativos conseguiram fazer ouvir desta forma enviesada a sua voz. Não fora a nossa rejeição dos aventureirismos suicidas e gostaríamos de ver a direita no poder e ver como se comportaria perante a obrigação de satisfazer tantos interesses antagónicos que pelo tempo fora tem dito apoiar. Talvez tivessem o apoio da extrema-esquerda para esse efeito.

01 junho 2009

Como se pode brincar com tantos milhões?

Contra a maioria das opiniões que se têm publicado sobre as declarações de Oliveira e Costa na Comissão Parlamentar para o caso BPN penso que são tudo o que uma inquirição não deve ser: Um espectáculo.
Se os agentes da Judiciária pudessem dispor de um réu que se lhes apresentasse com o à vontade que este manifestava, com todo o tempo do mundo de modo a que ele pudesse discorrer livremente até que a uma certa hora já cansado começasse a revelar coisas que não deveria, decerto que teríamos resultados muito mais aliciantes.
Só porque o objectivo da Comissão é a tentativa de incriminar o Governador do Banco de Portugal é que se percebe aquela galhofeira, aquela partilha de satisfação dos objectivos: Ambos se consideram vitoriosos porque Oliveira e Costa disse o que queria e a Comissão, não ouvindo aquilo que queria, pelo menos aproveitou-se do impacto público daquele discorrência para se vangloriar de ser capaz de vasculhar na imundice do mundo do dinheiro.
Oliveira e Costa ajudou a deitar abaixo um que, não fora a sua pouca-vergonha, já estaria há muito a milhas. Deu outras bicadas bem direccionadas, mas denegrir directamente essas figuras para um preso não é sinal de valentia, mas de cobardia.
Oliveira e Costa teria outras formas muito mais dignas, mais leais de chegar aos mesmos elementos falando directamente dos actos nefastos que esses senhores teriam praticado com a sua conivência. Só assim se perceberia a dimensão desta tragédia e só assim será possível conseguir reaver ao menos parte do imenso bolo roubado. Mas os senhores deputados não estão nisto interessados, só querem a cabeça de um homem: Vítor Constâncio. A estupidez humana deve ter limites.

Aqui pode vir a falar-se de tudo. Renegam-se trivialidades, mas tudo depende da abordagem. Que se não repise o que está por de mais mastigado pelo pensamento redondo dominante. Que se abram perspectivas é o desejo. Que se sustentem pensamentos inovadores. Em Ponte de Lima, como em todo o universo humano, nada nos pode ser estranho.

Acerca de mim

A minha foto
Ponte de Lima, Alto Minho, Portugal
múltiplas intervenções no espaço cívico

"Big Man" 1998 (1,83 de altura) - Obra de Mueck

"Big Man" 1998 (1,83 de altura) - Obra de Mueck
O mais perfeito retrato da solidão humana