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09 fevereiro 2010

Com o Euro os pobres serão cada vez mais pobres. Poderemos sair do Euro?

Um analista internacional terá dito que alguns países que pertencem à zona Euro podem ter que a deixar por duas razões: Por a sua economia não suportar uma moeda tão forte e porque essa seria uma forma de evitar a contaminação das outras economias. Há quem diga que isso seria impossível, que depois de entrarmos não há porta de saída.
Essencialmente não é fácil, nem será mesmo possível reverter os efeitos que a nossa entrada na zona euro implicou na nossa economia. Mesmo que o país resolvesse criar uma nova moeda para uso interno nunca poderia ser imposta a conversão automática dos valores existentes nos bancos de euros para essa moeda. Quando Portugal afastou o Escudo não houve ninguém que lhe desse guarida, mas o Euro tem valor assegurado na Comunidade Europeia.
O Estado passaria a contratar internamente e a pagar nessa nova moeda e o seu valor depreciar-se-ia em relação ao Euro o que diminuiria as suas responsabilidades. Mas o Estado teria que pagar as suas dívidas contraídas no exterior em Euros e a fazer contratos externos nessa moeda.
Quanto às empresas necessariamente que estas iriam poder optar por trabalhar numa das moedas, sendo-lhes facultado continuar com o Euro, mas as suas relações com o mercado teriam que ser sempre na nova moeda local. Aquelas que tivessem que ser concorrenciais no mercado interno teriam que mudar de moeda, mas aquelas que trabalhassem essencialmente para a exportação poderiam funcionar em Euros. Umas e outras pagarão aos seus empregados na nova moeda e aos gestores em Euros.
Esta situação custa a entender, mas na prática já é o que se passa. A pressão do Euro far-se-ia sempre exercer, mesmo sem ser a moeda única. Uns passaram a viver bem com Euros e viviam menos bem com Escudos. Outros continuaram a viver mal com Euros, tal qual já viam mal com Escudos. A moeda Euro vai continuar a tornar os pobres mais pobres porque, não havendo riqueza a distribuir e os poderosos querem continuar a ser ricos, os pobres terão que ser cada vez mais pobres.

11 janeiro 2010

Sem trabalho não há cultura que resista, mas esta faz falta

Até uns tempos atrás a direita espalhava uma ideia, e a gente néscia seguia-lhe a linha de pensamento, porque sempre era mais fácil os outros pensarem por eles do que cada qual pensar por si próprio. Dizia-se que não faltava trabalho, antes havia preguiça e faltava vontade de trabalhar. Situações destas haverá ainda, mas nunca foram genéricas, muito menos agora.
Paulo Portas procura ainda suster esta maneira de ver as coisas. Ataca o Rendimento Social de Inserção e atribui-lhe todas as culpas, a quase única responsabilidade pelo desleixo e indolência da população em geral. Retirar umas dezenas de milhar de pessoas do RSI resolveria, na sua ideia, todos os problemas, aumentaria em todos a vontade de procurar trabalho e de trabalhar e disponibilizaria milhões para as pensões. É redutor, se não fosse ridículo.
Felizmente que a maioria das pessoas se apercebe a determinada altura da sua vida que necessita de trabalhar. No entanto não haverá dúvida que hoje a cultura do trabalho tem pouco espaço no ensino, muitas vezes nem se percebe para que é que o ensino está dirigido, porque por mais méritos que a cultura geral tenha, há uma necessidade básica anterior a suprir. Os responsáveis pensam que as pessoas aprendem só por verem os outros a trabalhar.
Passa muito mais pela escola do que por qualquer outro local a difusão de uma cultura de trabalho. O que sobre isso diz um qualquer político não é levado a sério e o efeito Salazar com a sua cultura de direita está a diluir-se e ainda bem. Vê-se como as minorias que desprezam a escola, que difundem na sua comunidade culturas próprias avessas ao trabalho, são aquelas que têm mais dificuldade na integração no mercado de trabalho.
O problema é que, depois da difusão da cultura de trabalho, é necessário disponibilizar trabalho às pessoas, porque deve ser através deste seu contributo para a comunidade que devem ser distribuídos os rendimentos necessários para a subsistência e aquelas outras benesses que a civilização nos vai podendo proporcionar. É a consciência que alguns adquirem que assim não é que os leva à malandrice e à criminalidade.
Longe vão os tempos em que os antepassados de Paulo Portas gritavam que não havia quem quisesse trabalhar. Eles imponham um preço inaceitável. Hoje esses mesmos desistem de apelar ao trabalho nessas condições. Embora alguns insistam, com vencimentos tão elevados na estrutura superior do Estado, da economia, das finanças, só pode ser querer humilhar os outros quem queira que se trabalhe por uma malga de arroz, como eventualmente acontecerá na China.

30 dezembro 2009

Quem com um mínimo de dignidade pode estar com homens destes?

Tendo exercido com todo o empenho possível o anterior mandato de membro da Assembleia Municipal de Ponte de Lima, aceitando o facto de ter sido eleito nas listas do P.S. e conciliando os interesses das estruturas locais do partido com as minhas próprias ideias, terminei a minha colaboração quando entendi que ela não era mais possível.
A estrutura local própria do partido entendeu convidar alguns militantes afastados e gente dita próxima do partido para concorrerem ao actual mandato, ao que eu me opus por discordância com as pessoas e com as opções politicas inerentes. Disseram-me que o objectivo era congregar o maior número possível de militantes e alargar a base de apoio. Restou-me sair do barco.
No meu entender um partido não pode ser uma federação de retalhos, a não ser que se tenha uma liderança forte. Quando esta não existe ninguém pode ser atacado de desviacionismo, muito menos eu. Entendi que não havia solução e já que havia problema eu não faria parte dele.
A “solução” encontrada foi porém tão má que eu não me limitei a afastar, mas tive que me opor. Sendo eu defensor de ideias socialistas não as entrego de mão beijada a um grupo tão fraco e pouco representativo. Luto por participar no espaço de intervenção com boas companhias, convencido que estou que a intervenção solitária é inócua.
Não posso intervir ao lado de pessoas com falta de carácter, traiçoeiras, enroupadas de vaidade. A confirmação já chegou célere. Aquele que eu disse que nunca respiraria o ar que eu respiro veio dar-me razão.
Participando da decisão e mandatado pelo partido para formar com a C.D.U. uma lista concorrente à Comunidade Intermunicipal Minho Lima, foi oferecer-se para integrar a lista do C.D.S. que lhe recusou a entrada e assim o P.S. ficou sem representante algum.
Participando na escolha de uma militante socialista, membro da Assembleia Municipal para ocupar o lugar na Comissão de Protecção de Menores em Risco, que já vinha sendo seu desde o anterior mandato, na devida altura e para espanto de todos os seus colegas, foi referido o nome………………… da sua esposa, que não é membro da Assembleia.
Bom carácter este.
A vaidade não permite o discernimento.

17 dezembro 2009

Esperam pela Câmara para tudo, até para a contestação, e esta logo se aproveita

Em tempos de recursos escassos, de maior dificuldade na mobilidade, de maior aproveitamento dos recursos endógenos, havia que lançar apelos à conjugação de esforços, à união de forças para levar por diante o desenvolvimento. Era necessário juntar toda a gente para avançar com projectos inovadores e criadores de emprego. Hoje isso já não chega.
Os detentores de dinheiro deslocavam-se para centros onde pudessem aplicar da melhor forma os seus capitais e o seu conhecimento. Atrás de si deixavam uma quinta, à qual vinham em tempo de colheitas e da qual ainda extraíam tudo o que pudessem para levar consigo para os grandes centros urbanos. A descapitalização dos meios rurais é um fenómeno constante.
O Estado contribui também para o aumento da diferença do desenvolvimento. Os locais onde se desenrola um maior progresso também são aqueles que exigem mais investimentos públicos. Para o Estado tem pouco significado investir em locais abandonados e pouco atractivos. O Estado tem pouca vocação para inverter processos em declínio.
Ponte de Lima, em vez de unir esforços, de lutar a favor da evolução progressiva, quis fazer da sua fraqueza uma força, oportunistamente fez do atraso uma bandeira. A ruralidade, nos seus aspectos físicos e imateriais, como centro da filosofia de Daniel Campelo, dá a justificação para tudo aquilo que se não fez em Ponte de Lima e podia ser feito, sem grande prejuízos colaterais. Tudo se sacrificou à manutenção duma imagem bucólica.
O falhanço das outras forças políticas em Ponte de Lima, se tem algo a ver com as pessoas, paralelamente tem a ver com a falta de uma filosofia alternativa, de uma perspectiva de desenvolvimento mais ousada. Em Ponte de Lima as pessoas não têm dimensão, os capitais dinâmicos não existem, incentiva-se uma economia parasitária, entrega-se a iniciativa à Câmara.
Sem a Câmara não há oposição ao TGV, às portagens na A28, não há sector turístico, não há emprego, não há cultura, tudo seca à sua volta. Nuns sectores é verdade este protagonismo, noutros é uma falácia, mas todos ganharíamos em fortalecer a sociedade civil e em tornar a Câmara mais irrelevante, independentemente de quem lá esteja.

30 novembro 2009

Um comportamento sovina dos comerciantes limianos

Uma campanha de atracção dos clientes ao comércio tradicional não tem necessariamente que dar frutos no próprio ano. Se prometerem rebuçados é natural que tenham por objectivos captar essa clientela de imediato. Se fizerem um desconto suplementar para ser feito nesse período o objectivo não pode ser outro. Quando se faz um sorteio de um carro o objectivo é o mesmo mas o beneficiário vai ser só um e exige-se mais para o rentabilizar.
Ninguém gosta de ser ludibriado. Se os rebuçados não aparecem, se os descontos não são feitos, se o carro está no Largo de Camões mas ninguém dá bilhetes para o seu sorteio, alguma coisa está mal. Os comerciantes ficam cada vez mais desacreditados. Se ainda por cima, passadas as festas, não sabem a quem saiu o carro, logo põem a honestidade comercial de rastos.
Quando se faz uma campanha desta deve ser publicitadas as suas condições. Sejam os rebuçados que se dão, sejam os descontos que se fazem, seja a forma de adquirir os bilhetes para um concurso os procedimentos devem ser rigorosos. Criar expectativas e gorá-las é o pior a ser feito. Não prometam aquilo que não vão dar.
Cada comerciante comprou à Associação o número de bilhetes que quis e fez deles o que bem quis. Em vez de colocarem um placar com a indicação da quantidade de bilhetes dados por um dado volume de compras, escondiam os bilhetes na gaveta à espera que o cliente não falasse disso. É um procedimento mesquinho, para não dizer reles, baixo. Um dia eu falei e disseram-me:
- Paguei-os não os voou dar.
- Então fiquem com a mercadoria e vão-na vender aos papalvos.
Não duvidem que os clientes não são burros e quando os comerciantes fazem uma campanha têm que a fazer honestamente. Os bilhetes não podem ficar para os próprios, para a família, para a Associação. Tem que haver uma entrega dos bilhetes e uma cerimónia pública da entrega do carro, porque essa será a verdadeira publicidade e trará clientes nos anos seguintes.

29 novembro 2009

Todos e ninguém tem razão: Os oportunistas, os inoperantes, os apáticos

A Câmara Municipal de Ponte de Lima encheu a vila de luz nas duas épocas de Natal anteriores às eleições. Este ano tudo vai ser diferente. Há tempos notificou a Associação Empresarial de Ponte de Lima de que só iria fazer a iluminação na Frente Ribeirinha e na Av. António Feijó. Tudo o restante ficaria a cargo da Associação com subsídio camarário.
A Associação Empresarial informou os comerciantes de que estes se deviam unir por ruas ou zonas e promoverem eles próprios a iluminação respectiva com a ajuda do subsídio camarário. A Associação descarta-se assim quando sabe a dificuldade de organização que os comerciantes manifestam e a forma lamentosa como eles se referem à necessidade de comparticiparem também nas despesas.
Os comerciantes lamentam-se de não serem ouvidos para coisa nenhuma, inclusive para a marcação das feiras. Mas a verdade é que ainda há um ano ela foi marcada e desmarcada sob pressão, não desta Associação, mas sim da Associação Empresarial do Porto na qual estão inscritos muitos dos feirantes. Porque é que os nossos comerciantes se não inscrevem naquela Associação e deixam esta que os não defende?
Há muitas razões para lamentar os procedimentos dos nossos comerciantes que não têm espírito competitivo, quando é necessário, nem espírito colaboracionista, quando é o caso. Mas também há razões para lamentar a inoperância da sua Associação e o oportunismo do Executivo Camarário. É uma tristeza a nossa Terra.

07 novembro 2009

Vítor Mendes tem que ser chamado à responsabilidade

A distribuição de pelouros na Câmara Municipal de Ponte de Lima demonstra que:
1 - Saiu vencedora a estratégia de Gaspar Martins, aparentemente contra tudo e contra todos.
2 - O CDS é cada vez mais uma simples capa para acobertar uma vasta conjugação de interesses a que o PSD não é alheio.
3 - O Presidente eleito ou é vítima de uma armadilha ou é um executivo displicente, irresponsável, que antecipadamente se demite das obrigações que assumiu perante os seus eleitores. A sua responsabilidade é pessoal e intransmissível. Não foi a fotografia de Gaspar Martins a ir a votos
A ambição sem limites de Gaspar Martins triunfou e não falta quem ponha em causa a sua valia técnica, a sua coerência política. Outros trazem à colação o processo penal em que esteve envolvido e de que se esquivou ausentando-se fisicamente do País e o processo cível que resolveu com um acordo lesivo do seu património acumulado.
A composição deste executivo já nada tem a ver com os primórdios de Daniel Campelo e decerto que, se em 1993 tivesse apresentado um elenco destes, nunca teria sido eleito Presidente da Câmara.
Perante uma cada vez maior exigência de conhecimento, de capacidade de análise e decisão, de cuidado e ponderação na escolha das melhores opções, há em Ponte de Lima uma manifesta inversão de valores.
Esperemos que esta situação, que tem muito de hilariante, não descambe para a tragédia.

19 outubro 2009

A formação das Juntas de Freguesia

Porque se torna imperioso informar aqueles que se não querem submeter à chantagem das forças do poder e para desmascarar aqueles que a ela se submetem na mira de obter algum prato de lentilhas alertamos para que a constituição das Juntas de Freguesia se faz agora por iniciativa do Presidente eleito.
A lei em vigor desde 2002 dá todo o poder de iniciativa ao Presidente da Junta que só terá que trabalhar com pessoas da sua confiança. Se houver um bloqueio à sua escolha para os dois cargos da Junta e ele não quiser ceder a uma outra solução terá que ocorrer uma outra eleição de novos membros para a Junta.

Lei n.º 169/99

Artigo 24.º
Composição

1 — Nas freguesias com mais de 150 eleitores, o presidente da junta é o cidadão que encabeçar a lista mais votada na eleição para a assembleia de freguesia e, nas restantes, é o cidadão eleito pelo plenário de cidadãos eleitores recenseados na freguesia.
2 — Os vogais são eleitos pela assembleia de freguesia ou pelo plenário de cidadãos eleitores, de entre os seus membros, nos termos do artigo 9.º, tendo em conta que:
a) Nas freguesias com 5000 ou menos eleitores há dois vogais;
b) Nas freguesias com mais de 5000 eleitores e menos de 20 000 eleitores há quatro vogais;
c) Nas freguesias com 20 000 ou mais eleitores há seis vogais

Lei n.º 5-A/2002

Artigo 24.º
Composição

1 —
2 — Os vogais são eleitos pela assembleia de freguesia ou pelo plenário de cidadãos eleitores, de entre os seus membros, mediante proposta do presidente da junta, nos termos do artigo 9.º, tendo em conta que:
a)
b)
c)


Tudo o que não for como o especificado nesta última lei é ilegal.

17 outubro 2009

A nossa atenção já está noutro lado

Terminado o rescaldo das eleições autárquicas em Ponte de Lima, salvo alguma controvérsia sobre a eleição a realizar na Freguesia da Labruja, ultrapassados estados de alma, sem o cinismo de baixar a bandeira e dar as mãos, parece-nos sensato descer os decibéis, deixar trabalhar, conspirar, unir e dividir. Julgaremos depois.
Vamos manter-nos somente como referência da imagem que se quer para Ponte de Lima, do ambiente que se quer respirar, do ambiente em que queremos viver, dos sentimentos de boa vizinhança, solidariedade e entreajuda que se quer partilhar. Não se trata de uma imagem pessoal, mas de referências intelectuais que cada um personalizará à sua maneira.
Na vida temos muitas evasivas mas quem se quer dar ao empenho em ser executivo não pode fugir a ter presente aquilo que quer para o futuro, tem que ser receptivo a outras vozes e submeter os seus projectos à critica alheia de modo a que eles possam ser beneficiados e partilhados. Quem como eu não tem em vista objectivos desses pode-se evadir e virar mais a atenção para outro lado.
Afinal construir o futuro, se tem muito a ver com os factores que são condicionados pelo poder de proximidade, mais tem a ver com o que se possa desenrolar a nível global. A nossa preocupação está onde os dramas se congeminem, onde se gerem as forças dilaceradoras do universo.
O nosso objectivo é que aí possa imperar o bom senso e também que nós possamos contribuir para que se atenue a raiva, se desvaneça a vingança, se suavize o ódio, se discuta o ressentimento, se evite a desavença. Se a nossa preocupação está lá, acreditamos que a nossa força mental também por lá se aventure.

16 outubro 2009

O voto dos que o dão de barato

Em Ponte de Lima perdeu o pluralismo democrático. Espalhou-se um conceito estranho de que não são necessários os partidos políticos, esses são para concorrer ao governo do País, no concelho toda a desunião é prejudicial, o que interessa é uma equipe dita competente, na qual já se expressam as opiniões dos melhores dos nossos.
Houve outros concelhos com maiorias ainda superiores mas formadas com base numa força política com outra projecção nacional. Em Ponte de Lima é um partido revanchista, retrógrado, populista que relega para posições perfeitamente residuais os outros quatro partidos nacionais, os partidos que até têm uma intervenção mais homogénea em todo o território.
Todos os partidos perderam, mas o que mais perdeu foi sem dúvida o PS. Perdeu um vereador, três elementos da Assembleia Municipal, duas Juntas de Freguesia. Baixou 26% e 35 % em relações às eleições anteriores para a Câmara e Assembleia Municipal e teve 40 % dos votos do PS nacional nas legislativas anteriores. Dos mais de 7.000 votos das legislativas não conseguiu segurar sequer 3.000.
Se o eleitor socialista já não era muito fiel, desta vez ultrapassou todas as expectativas que um observador menos atento alimentaria. É uma situação tão desastrosa que deixa qualquer socialista com um pouco de pundonor perfeitamente humilhado e descrente. Será que em Ponte de Lima não haverá socialistas capazes, honestos, destemidos, fortes para fazer frente a esta vaga desconexa, desordenado, mas avassaladora?

15 outubro 2009

O voto dos que vão atrás do voto

Quem venceu em Ponte de Lima, terá sido o CDS? Não terá sido só a sigla emprestada a um núcleo de direita, saudosista e retrógrado, mas que, para conservar o poder, gerou uma amálgama à sua volta, agregou como seus satélites gente proveniente de todos os quadrantes políticos e lhes vai dando umas benesses, algumas bem ridículas?
O que torna o ar de Ponte de Lima irrespirável é esta forma de fazer política que, em vez de reconhecer e apoiar iniciativa de qualquer origem e dar a liberdade de as pessoas manterem os seus vínculos e tendências, aproveita tudo o que floresce para o colocar debaixo da sua alçada e para o aproveitar politicamente.
Há imensa gente que não encontrou outra forma de ter visibilidade, de se sentir segura, de manter uma ligação ao poder, de conseguir resolver com alguma facilidade os seus problemas a nível da gestão autárquica, de fugir ao sentimento de orfandade. Quando assim é, essas pessoas são levadas a não olhar os “pormenores” que neste contexto são sempre a competência, a formação, a qualidade moral, a probidade dos que ocupam o poder e daqueles que o pretendem ocupar e mais desconhecidos são ainda.
Há também uma imensa maioria de pessoas que não conseguem destrinçar entre a obra feita por uns e a que outros fariam. Essencialmente porque olham para o exemplo doutras Câmaras de características idênticas e vêem-nas todas a seguir uma moda, a copiarem-se, com uma gestão estereotipada, a serem vítimas/ fautores dos mesmos conluios com a construção civil. São todos os mesmos, dizem.
As pessoas são condescendentes com quem está no poder, são exigentes com aqueles que lá querem chegar. A verdade é que quem está na oposição tem de agir com mais rectidão e não esperar que os outros mudem de opinião sem uma razão forte. Quem está no poder pode chamar ingrato aos outros, quem está na oposição não lhe pode passar tal pela cabeça.

14 outubro 2009

Os benefícios e o modo de esquecer Campelo

Adelino Ferreira Torres é um velho amigo de Daniel Campelo. Também ele achou que a sua terra, Marco de Canavezes, já era pequena para ele e há 4 anos concorreu a Presidente da Câmara de Amarante e perdeu. Quis voltar ao Marco de Canavezes mas já havia sido esquecido ou foi rejeitado devido aos processos em que está envolvido. Também Fátima Felgueiras perdeu, dizem por falta de ânimo, por cansaço.
Num e noutro caso a imagem da terra descolou-se da imagem da pessoa com que a terra mais se identificava. Há um processo de afastamento que pode ter tido origens diversas mas conduziu a um resultado idêntico. Em Ponte de Lima o processo de afastamento teve um primeiro passo com as afirmações de Daniel Campelo, pouco relevadas e não aproveitadas pela oposição ao CDS, que o colocam nesse processo com base de um amor maior por Viana do Castelo e de uma subalternização da sua terra, a modos semelhantes aos que levaram Ferreira Torres a concorrer a Amarante.
Em Ponte de Lima ainda há quem pense que Daniel Campelo fez um interregno de 4 anos para voltar quando puder fazer mais três mandatos. Aceitando uma certa probabilidade de isto estar congeminado, para que o seu destino seja o de Ferreira Torres mais algo haveria de acontecer. Ou Vítor Mendes se desliga da imagem do “chefe”, ganha autonomia e se opõe a tal regresso ou os acontecimentos se encarregarão de desactualizar a imagem que Daniel Campelo emprestou a Ponte de Lima.
A oposição está parva com o desaire e permanece apática. Uma das tarefas dos políticos nos próximos tempos é avivar aquelas declarações de Campelo em menosprezo por Ponte de Lima. Criar a noção nas pessoas que a imagem “natural” de Ponte de Lima nada deve a Campelo, antes pelo contrário. O abandono da agricultura tradicional e o crescimento do cimento vertentes a cima corresponde ao desagregar de uma imagem rústica de Ponte de Lima. Campelo não trabalhou para a identidade limiana.
Aquilo que Campelo acrescentou a Ponte de Lima em termos arquitectónicos, artísticos e culturais, salvo o Festival dos Jardins, é de uma petulância atroz. Em termos arquitectónicos começou por um vanguardismo totalmente inoperacional e acabou numa parolice extrema. Em termos artísticos vai da descabida ópera Fabber à intoxicação folclórica. Em termos culturais vai do repositório das figuras supostamente ilustres a uma descabida defesa de bens imateriais como o ruralismo, o limianismo e outros mimos de uso exclusivamente político.

13 outubro 2009

O velho problema das pessoas na política

Esta questão de nas autárquicas as pessoas contarem mais tem tido sempre uma confirmação nas eleições de Ponte de Lima. Muitas vezes tem sido mais por demérito dos opositores do que por mérito dos vencedores, mas contam. As pessoas contam e pronto. Claro que há outros factores, mas a nossa luta tem que ser no sentido de que estes pesem cada vez menos. As pessoas contam e devem contar cada vez mais.
Quando alguma votação local não corresponde minimamente ao peso do respectivo partido a nível nacional só há mesmo um factor a que se há-de atribuir as culpas: o valor politico dos seus candidatos locais. Só que o valor político de uma pessoa se constrói, se destrói, elabora-se como qualquer construção intelectual, desarticula-se. O difícil é que este processo tanto pode durar anos, como só durar meses. Até podemos ser surpreendidos num curto lapso de tempo.
Milagres podem efectivamente haver, mas não será realista esperar por eles. Também a ansiedade é má conselheira e a precipitação é uma rasteira que nos pregamos e em que caímos periodicamente. Escolher pessoas é um processo difícil. Normalmente as pessoas com mais sucesso são aquelas que se põem em bicos de pé.
Se na verdade ninguém pode ser coagido a ser político sem sentir que esse deve ser pelo menos o seu ofício alternativo, também é verdade que é necessária alguma pressão para alguém aceitar sê-lo. Não se pode é aceitar o primeiro que aparece. É melhor encontrar alguma resistência do que uma entrega à primeira.
Mas cada vez mais nos temos de convencer que para ser político é preciso uma preparação mais ou menos formal. As pessoas escolhem pelo aspecto e têm cada vez mais a noção de que para se ser um político a sério não é necessário andar a espalhar lamentos e temores e ter um aspecto carrancudo. Cada vez se exige mais optimismo e a capacidade de transmitir ânimo aos outros. E boas pessoas a ajudar.

12 outubro 2009

Uma primeira análise às autárquicas de 2009

A minha análise logo que foram apresentadas todas as candidaturas às autarquias limianas era esta http://trigalfa.blogspot.com/2009/08/uma-apreciacao-breve-das-candidaturas.html. Como é evidente nem em tudo acertei, mas sinto-me particularmente satisfeito pela aproximação entre a minha análise e aquilo que veio a ser a realidade.
Entretanto alguns dados foram apurados, algumas intervenções públicas dos candidatos foram produzidas, os programas foram publicados, produziu-se um debate entre todos os candidatos. A população também se manifestou sensível a estes aspectos, ao grau de aproximação dos candidatos em relação à população em geral, à sua leitura do que são os seus interesses e à forma de os transmitir.
Em alguns aspectos os resultados foram piores do que eu previ. Previ a perca do vereador socialista, mas não previ um resultado tão mau do PSD. O PS teve em relação a 2005 menos 1325 votos para a Câmara e menos 1582 votos para a Assembleia Municipal. Além do vereador perdeu 3 mandatos para a Assembleia Municipal. O PSD também teve menos votos e menos 2 mandatos para a Assembleia.
Os 2000 votos que o CDS teve a mais deram-lhe uma projecção global que nunca tinha tido. Ameaçou mesmo a Junta de Freguesia de Arcozelo, um dos poucos bastiões de resistência a esta onda Azul. O PS perdeu 22 de 46 mandatos nas Freguesias. O PSD recuperou 11 mandatos nas freguesias. A CDU ficou com 1 dos 3 mandatos que tinha nas freguesias e ganhou 1 mandato na Assembleia Municipal.
O PS e o PSD têm de tirar conclusões rápidas destes resultados. Amanhã já é tarde para as suas direcções se demitirem.

09 outubro 2009

Uma carta afrontosa de um autarca sem a'p'rumo

Daniel Campelo quer dar uma oportunidade a Arcozelo. Segundo ele Arcozelo tem andado sem rumo e só o seu olhar providencial tem evitado o descalabro. Além disso nota-se que com a sua afirmação de necessidade de mudança de rumo pretende dizer que não fez tudo o que podia, o que é evidentemente um crime.
Não tenho conhecimento de que a Junta e a Assembleia de Freguesia de Arcozelo alguma vez se tenham oposto a qualquer iniciativa da Câmara. O que eu conheço é imensos casos em que a Câmara se opôs a iniciativas da Freguesia. Esta promessa de que com uma Junta de Freguesia em sintonia política com a Câmara muita coisa seria possível fazer é uma tentativa reles, antidemocrática, desleal.
Este enxovalho de nos querer impingir um candidato e uma lista perfeitamente ridículas, esta tentativa de compra do voto a troco de não se sabe o quê, e que fosse de um bom candidato e de uma boa lista e de boas realizações para a Freguesia, não pode passar sem uma resposta à altura deste eleitorado cioso das suas prerrogativas e direitos.
Tenho ouvido muito sobre Daniel Campelo, conheço-o de alguma forma por contactos directos, indirectos, conheço a sua imagem directa e reflectida, reconheço-lhe o discernimento demonstrado na abordagem de muitas questões referentes à gestão municipal, inclusive sobre a reorganização administrativa do País, com a criação de regiões e eliminação de freguesias e como sei que a inteligência é perversa, sei que ele tem estas lacunas graves na sua personalidade política.
Mas além disso há uma grave ofensa pessoal aos outros candidatos de Arcozelo pois ele diz que com o candidato que apoia haverá mais transparência e mais segurança no investimento público. Os outros são corruptos, ladrões?
Daniel Campelo não sai bem ao achincalhar desta maneira, ao humilhar todos aqueles que não se submetem ao domínio da máquina que ele deixou. Como eleitor de Arcozelo repudio esta grave ignominia.

Uma declaração de voto autárquico

Em Agosto, interrogado pelo Jornal Cardeal Saraiva sobre como votaria face ao não avanço de uma possível candidatura pelo Bloco de Esquerda à Assembleia Municipal de Ponte de Lima, declarei que pensava seriamente votar no PSD como forma de dar força a um candidato jovem que se apresentava como desligado de velhas querelas locais.
O problema é que, se as minhas reservas já eram muitas, mais se agravaram com a formação da lista, a apresentação do programa e as entrevistas e outras declarações do candidato em causa. O debate na ROL, que não ouvi, parece ter sido confrangedor, segundo testemunhos insuspeitos.
Também as eleições legislativas me levaram a pôr mais em guarda perante a velha maneira social-democrata de fazer política e perante a colagem que estes candidatos a autarcas limianos vieram a manifestar em relação às posições revanchistas de Ferreira Leite. Uma colagem tão grave que os levou a colocar a nível local problemas que não existem ou estão em vias de solução, como por exemplo a nível do ensino e saúde.
Mas a colagem mais grave é o caso do TGV, de que fazem um inferno movediço, como se fora necessário criar uma funda cova ao longo do concelho, sem qualquer túnel ou viaduto, sem passagens transversais, que, mesmo vendo-se só os viadutos, teria o sortilégio de estragar toda a paisagem. Além de se não preocuparem com a posição de Vítor Mendes a quem seria pressuposto oporem-se, fazem uma afirmação peremptória, que só não é para a eternidade porque depressa serão corridos, como outros o já foram.
Como apoiante do Partido Socialista e pondo de lado as muitas objecções já manifestadas, resta-me o voto nele, com exclusão da Assembleia Municipal por razões obvias. Renego os seus cabecilhas em absoluto.

Uma carta afrontosa de um vereador perdido

Se eu fosse da Ribeira em Ponte de Lima teria recebido uma carta de um vereador, recandidato a novo mandato com Victor Mendes. No estilo chantagista a que nos habituou afirma que fez imenso pela Ribeira no penúltimo mandato, de que só destacou o Centro Educativo, e a população da Ribeira foi de uma ingratidão imensa ao não votar no CDS há quatro anos. Em paga nada terá feito nestes quatro anos.
Mas afirma este candidato que a Ribeira está a tempo de se dirimir desta falta e entrar no rumo certo. Além de manifestar o reconhecimento de ter cometido uma ilegalidade, este autarca indigno de exercer tais funções, quer agora dar um rebuçado após este interregno na sua vontade de ajudar a freguesia onde terá nascido, empenhar-se-á em a apoiar.
Este candidato continua a afirmar-se independente, o que é estranho numa pessoa que aprendeu melhor a lição do que qualquer outro dos discípulos de Daniel Campelo. É um bom executante, bom manipulador e a sua acção é demonstrativa do menosprezo a que vota o povo, simples utensílio que coloca ao sabor da sua voracidade insaciável.
Se eu fosse da Ribeira e recebesse tal carta mandaria às urtigas o seu conteúdo e ao papel não lhe daria a dignidade de acabar no lume. Teria um destino bem mais apropriado. Qualquer democrata se sentirá enojado com esta maneira de fazer política, com a baixeza desta afronta, com a mesquinhez destes argumentos, com a desfaçatez de quem vê o seu lugar em perigo.

O que se deve abandonar e o que se deve manter

O CDS está a gastar nas eleições autárquicas de Ponte de Lima rios de dinheiro. Não é para publicitar o candidato que ele é vereador há oito anos e é bem conhecido. Não é para publicitar as suas ideias porque elas se resumem à promessa de continuar no rumo certo sem especificar qual é, que ultimamente Daniel Campelo se encarregou de tornar sinuoso.
O cabeça de lista é possivelmente mais simpático que Daniel Campelo, menos marcado pelas lutas políticas e pelas contrariedades da vida. Como rosto, de tão inexpressivo, é mais enigmático, de leitura mais difícil pela ambiguidade, é má técnica expô-lo à curiosidade alheia não apostando na sua idiossincrasia.
As ideias são seguidista mas falta saber verdadeiramente de quê. Vítor Mendes não assume claramente a herança porque sabe que, mesmo ganhando, Daniel Campelo pode voltar. Vítor Mendes não assume o deslumbramento de Daniel Campelo porque está na posição ambígua de herdeiro/substituo temporário, de alguém a quem é exigido que ganhe, não estrague a efígie de Campelo, não a procure ensombrar, não vá ele próprio ganhar asas para voos autónomos.
Mesmo assim reconheçamos que os cartazes são sérios neste aspecto, mas não está garantido que o sejam noutro. É que o rumo definido por Campelo será um rumo só dele conhecido. Ele já se podia dar ao luxo de ser assim. Umas fugas, umas veleidades, pouco CDS, o quanto baste, algumas certezas reconheça-se que sendo contraditórias para o seu campo político são por ele aceites com afinco.
Também assumir parte da herança e desdenhar da outra pode ser problemático. Vítor Mendes também não vai trabalhar, se ganhar, para se apagar e há-de reclamar algo do trabalho feito e algo de diferente no trabalho a fazer. O rumo jamais será o mesmo até porque Vítor Mendes cederá mais a pressões externas.
Se Vítor Mendes ganha e der continuidade à estatuária, às intervenções arbitrárias no leito do rio, na Zona Histórica, se mantiver o desprezo pelas aldeias, sem tentar desenvolver uns quatro ou cinco pequenos centros urbanos estamos mal e cada vez mais tramados. Se colaborar com o Governo na educação, na reorganização administrativa, na valorização das pessoas andará no rumo certo. O rumo de Campelo tem muito de incerto.

08 outubro 2009

Uma campanha deslocada no tempo e no espaço

O PSD de Ponte de Lima tem uma fixação no PS nacional e no seu Governo que só se preocupa em contrapor ideias àquelas que o PS procura por em prática. Na sua candidatura à Câmara Municipal era pressuposto que se propusessem ideias com aplicação em Ponte de Lima e acima de tudo que se expusesse o mal feito, se contestasse aquilo que o CDS pretende fazer. Não é aquilo que “outros” pretenderiam fazer que deve ser debatido.
O PSD com a conivência de Abel Batista pretendeu colocar a Assembleia Municipal de Ponte de Lima a cavalgar a ideia de oposição ao TGV. Ora este TGV é um projecto nacional e como tal pode e deve ser discutido. O que não se pode é confundir o plano do interesse nacional com o interesse local. Neste plano pode também ser discutido o seu benefício, mas também em relação ao seu impacto, Não pode é ser negado que ele cá passe, se tal for do interesse nacional e não houver outra alternativa válida.
Neste caso nem chegou a palavra de Daniel Campelo, pronto a negociar, obter contrapartidas e minimizar os impactos para que PSD e Abel Batista abandonassem a ideia de avançar com uma comissão falaciosamente denominada de acompanhamento, que aliás nunca se chegou a formar. Ao levantar o problema na campanha eleitoral o PSD não especifica contra quem anda a lutar: Se contra o PS, se contra a candidatura do CDS, que decerto não seguirá o fundamentalismo de Abel Batista e deixará passar o comboio.
Por estas e por outras é que a candidatura de Filipe Viana se revela uma candidatura oca, com um programa deslocado no tempo e no espaço, desprovida de uma linha de rumo, sem um pé bem assente no chão, sem um objectivo claro a atingir, sem a designação de um adversário a vencer. Ao querer escolher o campo do confronto perante adversários mais consistentes perde-se em bagatelas politicamente inócuas nesta campanha.

07 outubro 2009

Duas ou mais formas diferentes de ver a política

Quando se faz oposição a uma linha política não se vai falar das coisas boas do adversário, quanto mais em campanha eleitoral. Quem tenta fazer pedagogia realça os aspectos positivos, não se importando em saber quem vai capitalizar com isso, só que isso é difícil com certos interlocutores.
Eu gosto de ser claro: Quando tento fazer política sou claro, posso ser parcial, eventualmente posso defender questões com as quais não estou totalmente de acordo. Quando faço pedagogia concordo com o meu raciocínio em absoluto.
Mas uma questão importantíssima é ter a plena consciência do nível a que se faz política. É assim que em relação ao TGV e a nível nacional eu sou ligeiramente contra mas dado o posicionamento das forças políticas, em especial do PSD, e do excessivo papel que este quer dar à questão, eu já sou a favor.
A nível local só me interessa ser pedagógico, interessa analisar aspectos positivos e negativos e deixar a sua pesagem para cada um.
Quando tento ser pedagógico, eu revelo os condicionantes da minha decisão, para gáudio dos palermas que se vão deleitar com a incoerência e sinuosidades de um processo de tomada de decisões. Como se as decisões deles, pelo menos as que mexem com os seus interesses, não fossem complexas e difíceis de sustentar.
A grande maioria das pessoa tem inteligência para pensar pela sua cabeça, a não ser na política, em que muitos acham que é seu dever embarcar com o líder de ocasião e para eles o líder tem sempre razão, é o iluminado, o escolhido, o ungido.
Como não sou candidato, não sou inscrito em qualquer partido e embora tendencialmente me aproxime do PS nem sempre estou de acordo com ele, e manifestei-o, tendo-me oposto a António Guterres, porque a político não é idealismo somente, escrevo para que as pessoas aprendam algo.
Influenciar não é deslocar ninguém. Se influencio alguém fico satisfeito, mas o aspecto imediato é-me indiferente. Sei que tenho contra mim os fanáticos do PSD que só vêm o poder toda a vida, os fanáticos da situação limiana que querem que a campanha passe depressa porque depois se estão marimbando para comentários e para as pessoas, alguns ceguinhos do PS. Mas desprezo tal gente.

Aqui pode vir a falar-se de tudo. Renegam-se trivialidades, mas tudo depende da abordagem. Que se não repise o que está por de mais mastigado pelo pensamento redondo dominante. Que se abram perspectivas é o desejo. Que se sustentem pensamentos inovadores. Em Ponte de Lima, como em todo o universo humano, nada nos pode ser estranho.

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"Big Man" 1998 (1,83 de altura) - Obra de Mueck

"Big Man" 1998 (1,83 de altura) - Obra de Mueck
O mais perfeito retrato da solidão humana