Mostrar mensagens com a etiqueta ensino. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ensino. Mostrar todas as mensagens

23 março 2010

Não é o rigor Alemão que nos vai educar

Não se esperava que após a apresentação do PEC – Plano de Estabilidade e Crescimento houvesse um tomar de consciência da gravidade da situação do País. Esta é por demais conhecida e é assumida com uma certa leviandade. Afinal temos pelas costas para nos dar cobertura a Comunidade Europeia. Embora esta não seja a verdade, na verdade assumimo-la como tal, porque tem sido essa a postura adoptada pelos nossos governantes.
A adesão à moeda única trouxe-nos obrigações que não estamos capacitados para cumprir. Periodicamente teremos que fazer um exercício de aperto do cinto, porque alguma coisa vem sempre agravar os nossos períodos de descompressão. Devemos de mais e a nossa economia é dependente. Independentemente da nossa vontade deparam-se-nos obstáculos que só ultrapassamos com muito esforço.
O Euro é demasiado forte para a nossa produtividade. Qualquer abalo na nossa economia faz com que o Estado receba menos impostos e tenha que desembolsar mais apoios para a população. Não temos margem de manobra para respirar. Tudo tem de ser controlado ao milímetro sob pena de cairmos em incumprimento de normas tão estritas como aquelas que a Comunidade Europeia nos impõe.
O grave é termo-nos habituado a que normas que seriam sempre de respeitar só as cumprirmos se houver uma autoridade externa a impô-las. Depois de duas investidas do FMI teremos agora a Comunidade Europeia, mesmo com a boa vontade de Durão Barroso, a colocarmos debaixo da batuta do rigor alemão.

22 março 2010

Paulo Portas tanto puxa pela cabeça que lhe sai mostarda

Paulo Portas costuma ser pródigo em ideias pois gosta de se mostrar participante, activo, interventivo, colaborante mesmo. Sabe que só assim se conseguirá manter na ribalta, com alguma possibilidade de vir a participar num governo de direita, se esta vier um dia a ganhar a maioria no voto. Paulo Portas sabe que se descer abaixo do terço dos votos do PSD ficará condenada a ser somente uma flor na lapela dum PSD qualquer caído dos céus.
Só que entre ideias de esquerda e de direita é necessário ter cuidado na escolha. Portas é da direita mais retrógrada convertida ao liberalismo mais agressivo e que de vez em quando gosta de temperar com umas ideias tiradas da democracia cristã. Costuma dar uma no cravo e outra na ferradura. Tanto diz que os ricos devem pagar mais e os pobres devem ser mais apoiados, como já diz que os ricos pagam demais e o mal é do rendimento mínimo,
Mas como não pode andar a falar sempre do mesmo, entendeu agora fazer um outro ataque aos pobres e fazer com que o que lhes faz falta seja encaminhado para pagar o mérito dos ricos. E para agravar mais a carácter negativo das suas ideias não se refere aos que estão em idade de trabalhar ou na idade de reforma, mas às crianças que recebem abono e que ele quer tornar desde já competitivas. O Abono seria retirado aos que não tivessem sucesso escolar e seria dado um prémio aos bons alunos.
Esta ideia bizarra seria a subversão absoluto dos princípios que nortearam a criação dos subsídios de apoio familiar. Quem tem que ser apoiado são precisamente aqueles que têm problemas, que revelam dificuldades de integração nesta economia mercantilista, nesta escola segregacionista, nesta sociedade competitiva e por vezes sectária. Utilizar o Abono de Família para premiar os que vão para o quadro de honra só podia sair daquela cabeça brilhante que nos recorda tudo o que há de mais retrógrado. Penalizar dessa maneira os que tem problemas é aberrante.

24 dezembro 2009

O descrédito das escolhas via Internet e voto telefónico

Com o fim de pretensamente dar democraticidade ou tão só publicidade e obter dividendos nos processos de votação com os mais diversos fins, está na moda o voto via Internet e via chamada telefónica. Estes processos padecem de vários vícios e não dão uma imagem correcta da opinião pública, nem correspondem à melhor avaliação técnica.
Recentemente foi atribuído a Cristiano Ronaldo um prémio pelo melhor golo de 2009, numa escolha via Internet de entre dez golos previamente seleccionados por especialistas. A surpresa de Cristiano e da plateia que assistiu ao anúncio do prémio são reveladores de uma escolha injusta, só justificada pelo mediatismo do jogador.
Também o jovem cantor Vasco Araújo de Ponte de Lima, depois de uma entrada titubeante num concurso de canto, tendo mesmo sido repescado pelo Júri que lhe atribuiu alguma qualidade, teve a partir daí um percurso imparável, que surpreendeu o próprio. O concurso ainda está em curso e vota-se via Internet e pelo telefone, o que fica bem mais caro.
No entanto o voto via Internet só implica o dispêndio de tempo e paciência. Em Ponte de Lima lançou-se uma campanha promotora do voto que tem conseguido os seus objectivos dando ao Vasco dois primeiros lugares e um segundo na última votação a que se procedeu. Este bairrismo, tido por uns como salutar, é tido por outros como fonte de uma enorme injustiça que, ainda por cima atinge crianças em plena fase de crescimento.
O mais grave porém é que se recorre a estratagemas de toda a espécie. Um deles é protagonizado por uma professora de Inglês que deu aos seus alunos como trabalho de casa que se dedicassem a votar no Vasco. Tal é absurdo por induzir os alunos a entrar num processo claramente enviesado e porque dá uma imagem da pouca vergonha e irresponsabilidade que campeia nas nossas escolas, com professores dedicados a tarefas tão pouco lectivas.

16 dezembro 2009

A importância da transmissão do conhecimento

Uma questão que se coloca muitas vezes é de saber o que é mais importante, se ter conhecimento, se ter capacidade de o transmitir. Num professor é evidente que, além de saber, tem que saber transmitir esse saber. Já agora um professor tem que o fazer tendo em conta o nível de conhecimento dos que são seus alunos. Quer dizer que para o aluno também é importante a capacidade de transmitir o saber. No entanto para a pessoa comum não será mais importante o saber puro e simples?
Antes de mais desfaça-se o equívoco que consiste em o aluno ser tratado como um potencial professor, isto é, a maneira de se lhe explicar e de ele explicar uma questão ter que ser adequada para um nível de conhecimento inferior ao seu. Pelo contrário, o aluno tem que colocar a questão ao nível do seu próprio conhecimento. Se este é pelo menos o adequado ao seu estatuto deve ser entendido por quem tem mais conhecimento.
Eventualmente quem estiver a ser preparado para exercer a função de professor necessitará de colocar a questão do modo atrás rejeitado. Mas isso constitui uma mal do nosso ensino em geral, aí reside o seu carácter reprodutor, o facto de o professor estar a ver no aluno um candidato a ser professor como ele e não uma pessoa a preparar para o exercício de muitas e variadas outras profissões.
O essencial é o saber. Sem este não há nada a fazer. Mas o aluno não pode adquirir um saber clandestino, intransmissível a outros. Este ponto de vista é do agrado dos que querem o exclusivo da cátedra e dos cábulas, dos que se marimbam para o que estão a fazer. Afinal aqueles podem construir um mundo aparte e estes acabam por se desenrascar onde todos têm dificuldades em transmitir. Se não houver outra forma de aferição do conhecimento senão por um teste e se este for copiado por quem saiba, o ignorante passará sem que haja sequer surpresa.

15 dezembro 2009

Interessa somente saber onde está a informação?

A geração que viveu o processo de massificação do acesso à Internet corre imensos perigos, mas o mais grave não é da sua lavra, é sim da iniciativa dos poderes que puseram em execução uma politica de facilitismo generalizado. A política educativa não pode reduzir-se a saber onde está a informação, pese embora a importância deste saber. A ideia de que ter acesso à Internet chega para se ser uma pessoa sabedora é ridícula.
Ultrapassado o problema do acesso, partindo do princípio que ele é fácil, temos em primeiro lugar a leitura da informação. Leitura, não como o simples acto de ler e ficar por aí, na convicção de que tal chega, mas como acto que inclui em si o esforço para chegar a uma interpretação correcta da informação.
Uma das primeiras questões a colocar para atingir uma boa leitura é saber o contexto em que essa informação foi criada. Muitas vezes essa questão é clara, mas facilmente nos deixamos iludir, convencidos que estamos de que já sabemos tudo antes de começar a ler. No geral isso não é verdade e é necessário colocar a interrogação durante todo o processo de interpretação.
No segundo grupo de questões está a questão dos conteúdos da informação. Normalmente procura-se informação para responder a um caso de alguma complexidade, não se procura aquela sabedoria básica em determinado domínio. Mas a falta desta inviabiliza de imediato qualquer capacidade de interpretação da informação necessária para o caso em apreço.
Pode-se colocar a questão de que se fará uma compilação de toda a informação indispensável. Porém além de não parecer viável atendendo à economia de tempo, também será inviável percorrer esse caminho sem ter uma noção da maioria dos tópicos que é preciso abordar.
Depois estamos longe de ter na Internet todo o saber devidamente formatado. Finalmente há o problema inultrapassável de que mesmo uma boa compilação não garante uma boa interpretação. A melhor solução é sempre construir o edifício do saber a partir da base.

14 dezembro 2009

Uma Cultura de exigência, precisa-se

As Novas Oportunidades desempenham duas funções com alguma eficiência:
1. Ocupam muitas pessoas que a crise relegou para o desemprego e muitas outras que, empregadas, pensam que assim estarão melhor equipadas para responder a um qualquer sobressalto que possa vir a ocorrer no seu posto actual de trabalho.
2. Aumentam a auto estima.
A ocorrência desta crise em plena fase de implementação das Novas Oportunidades constitui uma oportunidade suplementar. No entanto poucas pessoas pensarão que essa será uma maneira de melhorar a sua situação. Seja ao menos uma maneira de conseguir um emprego semelhante ao que têm ou tiveram, sustentarão os mais sensatos.
Efectivamente estudar custa muito. Além disso conseguir um aproveitamento efectivo do estudo depende de muitos factores além da vontade individual. Recuperar o tempo que foi perdido, seja por nossa causa, seja pelas circunstâncias em que crescemos, não é tarefa fácil. Criar ilusões insustentáveis pode ser contraproducente.
Não chega aumentar a comunicabilidade das pessoas, são necessários conteúdos e na idade das pessoas em causa, faltam conteúdos específicos, direccionadas para as habilitar a uma função em que se aposte para que venha a ser viável no futuro. Neste momento há poucas certezas e muita especulação em relação ao que se ensina como podendo vir a ser necessário dentro de tempo aceitável.
Este País tem imperiosa necessidade de uma cultura de exigência. Muitos dirão que não é de começar por aqui, pelas Novas Oportunidades. Mas tem de se começar por algum lado. Tem de ser abandonado de vez o facilitismo. Entre as pessoas das Novas Oportunidades já existem muitos pais e este não podem passar esta cultura aos filhos.

18 novembro 2009

Um corridinho patético atrás de uma vitória na secretaria

Manifestei-me várias vezes contra a luta que os professores desencadearam cegamente contra uma Ministra e uma política seguida por um Governo com maioria absoluta. Haveria razões para essa luta, mas outras eram meramente corporativas, de alguém que vive e quer continuar a viver num mundo à parte.
Os partidos da oposição, por uma questão de retirar trunfos ao governo, apoiaram também os professores em todas as suas contestações, mesmo que os próprios professores as não partilhassem todas. Uns só eram contra a idade de reforma, outros seriam contra a avaliação, outros seriam contra o prolongamento de horários, outros contra a redução de férias, outros seriam contra a criação dos professores titulares. Os partidos eram contra tudo.
Agora que o governo mudou, que houve uma distensão no litigio existente, que se realizam e estão marcadas novas reuniões entre o Governo e os sindicatos, eis que os partidos da oposição se abespinham entre si para assumir um protagonismo e marcar alguns pontos. Parece que agora ninguém quer ficar de fora, nesta fase em que se procura uma solução, nem que seja participando a deitar limalha para a engrenagem.
O CDS acuda o PSD de frete por este deixar de alguma forma às organizações sindicais a defesa dos seus pontos de vista, e não assumir uma posição frentista e negativista em relação ao que possa vir do lado do Governo. A negociação tem que ser feita entre o Governo e os sindicatos e não entre a Assembleia e os sindicatos. A Assembleia poder-se-á pronunciar à medida que se vai desenrolando a negociação e após o resultado desta. Mas não pode marcar os tempos e os parâmetros da negociação, como alguns partidos querem.

30 outubro 2009

Um subsídio a tudo e todos! Fim à ditadura do ensino!

Colocar o Estado a pôr a sua mão salvadora sob os micros, pequenos e médios empresários foi uma tarefa a que todos os partidos se dedicaram com afinco nos “antes” eleitorais. É o comércio tradicional, é a indústria manufactureira, são os pequenos serviços, tudo está numa crise que já vem de longe, de antes desta crise, doutras crises que o processo capitalista foi gerando e vai continuar a gerar decerto.
O capital em grande faz supermercados, deslocaliza a indústria, cria artigos de usar e deitar fora, torna incorruptíveis os metais, cria autómatos para substituir os homens, até para cortar relva, enfim, condena noventa por cento ou mais das pessoas a serem empregadas das outras. Se fossemos empregados do vizinho ainda vá, mas ser empregado de quem se não conhece é desmoralizador.
Unicamente nos põe a competir por um lugar numa hierarquia que criaram para nos controlar, a nós e a todos, menos a eles próprios, aos senhores do capital em grande. Ah! Que sorte têm aqueles felizardos que trabalham para o Estado, têm cunhas para meter, amigos para os proteger, conspirações a que se podem dedicar. Só um senão: O capital anseia por privatizar tudo para que alguma mais valia fique no seu bolso.
Contra a maré só tínhamos o Governo anterior, apostado em defender os seus funcionários, mas claro desde que eles tivessem dignidade para tal. Submerso pela ferocidade de professores e outros que tais que a direita há-de um dia pôr a trabalhar para os privados, pagos à hora e sem benesses idiotas.
Não sei para que construíram tanta escola, mas acho que um governo de direita virá que fará bom dinheiro delas, dando de borla os professores para se ver livre deles.
Viva a escola privada!
Viva a liberdade de escolha da escola!
Viva a liberdade de escolha dos professores!
Viva a liberdade de todos darem aulas!
Um subsídio para os alunos, já!

26 outubro 2009

Os jovens perante a indignidade da política

Há uma imensidão de gente que entrega de mão beijada a “salvação” do futuro aos jovens. Há uma imensidão de gente que se sente incapaz de dar qualquer contributo positivo para esse efeito. Limita-se a produzir aquilo que quer, a que é obrigado, não com mais um esforço extra que isso pode ser mal interpretado, não vá alguém pensar que o merece.
Há quem diga que os jovens serão capazes porque se furtarão a esta sociedade mesquinha, particularmente não se imiscuirão na classe política existente, antes estarão prontos a substitui-la radicalmente. Decerto que há-de haver alguma alteração neste estado de coisas, mas falta saber de quem partirá a iniciativa, caso seja possível definir um começo.
Na verdade não sabemos se estamos na curva descendente ou na ascendente, se atingimos algum ponto mínimo ou mais alguma queda nos estará reservado para o futuro. Na verdade nem os jovens sabem e nós especulamos demasiado para sermos um guia seguro. A crença ou a descrença também de nada nos servem.
Necessariamente os jovens envolver-se-ão onde os mais velhos já estão comprometidos. Quando muito “sujar-se-ão menos” se estiverem munidos das defesas necessárias, se estiverem imunizados pelo menos para os males mais benévolos. Mas, como todos nós até hoje, não havendo quem nos guie, teremos que nos imiscuir na “sujidade” para podermos chegar a conclusões e traçar um caminho mais digno.

25 outubro 2009

Dar aos jovens a possibilidade de serem cidadãos

Conheço imensa gente incapaz de abordar qualquer assunto sério numa perspectiva construtiva. Dando de barato que assuntos sérios são abordados com uma perspectiva construtiva no ensino oficial, e eu enquanto estudei assim pensei, sempre me preocupei em ser capaz de expor de uma maneira pessoal esses assuntos, independentemente de ter sido ludibriado ou não, acho essa aprendizagem essencial naquele tempo e lugar.
Quem hoje estuda tem imensa gente a contestar a validade do que lhe é transmitido. Para muitos isso servirá de desculpa para a sua incapacidade de problematizar as questões. Mas também servirá para elaborar uma contestação que periodicamente está em moda, independentemente da razão. Só que não é fácil tornar esta contestação consistente, tornar sustentável qualquer oposição que nela se baseie.
São muitos os estudantes que passam pelo ensino sem nunca se saber qual o processo mental que está em germinação nas suas cabeças. Normalmente captam algumas ideias soltas, uns processos primários, algumas conclusões sibilinas. Cruzam dados, reduzem tudo a processos de intenção, dicotomizam as questões, transferem essas dicotomias para o domínio moral.
É um pouco uma sorte que as ideias base em que alicerçam as certezas que os hão-de guiar pela vida fora sejam boas ideias, consistentes, sólidas, intemporais. A escola não partilha desta preocupação e alheia-se da responsabilidade de fornecer directrizes para a vida. Perante as facilidades imensas de comunicação dos jovens de hoje as famílias deixaram de poder controlar e orientar por essa via. Hoje exige-se uma participação muito mais activa da família e da escola do que no passado.

06 maio 2008

A importância da Internet numa relação saudável com o universo

Os velhos têm sempre a ideia de que os jovens beneficiam de demasiadas facilidades. A maioria entende mesmo que foi criada no ambiente ideal, afora o problema da alimentação que não seria tão cuidada como hoje. A verdade é que o ambiente de uma grande maioria foi demasiado inóspito para aquilo que nós consideramos uma sensibilidade média.
O ambiente dito não apropriado dos jovens de hoje, por ser demasiado benévola com eles, não é criação de quem tenha experiência, porque se vê que então seria diferente, é antes a criação de um acaso, resultado de uma ausência de responsabilidade, produto da confluência de uma série de forças que se desenvolvem para dar solução a outros problemas e que os jovens aproveitam em seu favor.
Exemplo disto é a Internet, instrumento poderoso cujo objectivos são por de mais de elogiar, mas que tem uma utilização em muitos casos descabida. Por isso não pode deixar de se dizer, mesmo que com uma onda tão fraca, que era bom que se utilizasse a Internet para o cultivo e o culto do Belo.
Por mais inóspito que tenha sido o nosso ambiente jovem em termos de facilitar a criação de uma sensibilidade douta, estamos sempre a tempo de a cultivar, de nos prestarmos ao culto da beleza, única forma de nos relacionarmos de uma maneira saudável com o universo todo.
Se nos convencermos que o Belo nos pode surpreender, mas que nós também o podemos procurar, conseguiremos ser menos soturnos. A Internet pode desempenhar um papel de extrema importância neste domínio.

23 abril 2008

O boato deixa sempre alguma sujidade

O boato progride melhor nuns meios do que noutros. Não digo que deslize melhor em meios mais atrasados para não ferir a sensibilidade de algumas pessoas que lá vivem e se deveriam portar de modo diferente, mas se sentem bem mergulhadas no mesmo mar de lama em que vivem muitos que infelizmente não têm meios para de lá sair.
Infelizmente até por razões políticas se exploram hoje os boatos e é uma das razões porque muitas pessoas “bem formadas” aparecem como os primeiros a lhes dar seguimento. Mas é o meio que vai caracterizar o boato. Este surge como a conjugação de dois ou mais factos que tem entre si alguma verosimilhança. É a imaginação do meio que vai criar uma série de outros factos que agregados vão dar origem ao dito boato. E este será tanto mais sujo quanto mais ordinário for o meio.
Para as pessoas ditas “normais” o boato pode não ter qualquer fundamento, mas há sempre quem veja ligações que muitas vezes não existem. Normalmente são as pessoas menos “vividas”, mais abstrusas, que têm uma imaginação mais fértil, mais doentia. Por isso os meios atrasados são os mais perigosos, não como geradores, mas como difusores do boato.
Com o faz por ignorância, não o fará por maldade. Mas como o boato deixa sempre alguma sujidade, a verdade é que nenhuma ignorância é inocente. Há muita gente sem qualquer hipótese de se limpar daquilo que resta, até quando o boato cai por ele. Aqueles que têm meios não se limpam facilmente, aqueles que os não têm conformam-se a esperar que o tempo lhes dê razão.
A maioria de nós gostaria de viver num meio sem boato. Para isso é necessário que as pessoas não tenham medo dele e o abortem à nascença ou desmantelem no seu percurso expansivo. É legítimo exigir o silêncio sobre um boato quando ele tem algum fundamento mas o facto que lhe deu origem pode ser resolvido dentro do meio que o gerou e em tempo útil, sem causar prejuízos aos envolvidos.
Não é legítimo querer manter com o estatuto de boato aquilo que é referido em organismos públicos. No caso da Santa Casa haverá generalizações abusivas, se há prejuízos já feitos há que os minimizar explicando a todos os intervenientes o que está em causa: a integração normal de alguns jovens com problemas numa sociedade fraterna.
Há também que excluir a grande maioria dos jovens internados dessa confusão que se criou, não deixando que a eles chegue alguma sujidade que paire no ar. Mas não é mandando calar, como alguns pretendem, que se consegue nem isso, nem a recuperação dos que enveredaram por alguma delinquência.

22 abril 2008

A maledicência é a fonte do boato

Quando as notícias escasseiam e não se expandem pelas vias normais, os que não estão interessados na sua difusão apelidam-nas logo de boato, não lhes interessa a veracidade. Notícias falsas, tendenciosas não faltam e também não deixam de ter acolhimento nos meios de comunicação.
Só que estes também encontram muitas barreiras à sua missão. Quando procuram confirmar a veracidade das suas informações, muitas vezes deparam com um muro de silêncio, uma recusa a colaborar no esclarecimento das questões, um refugiar no seu carácter pretensamente pessoal porque convém, como se todas as coisas não tivessem aspectos pessoais e públicos.
Muitas vezes as pessoas são acusadas de falar do que não sabem, no dar seguimento a boatos sem fundamento, de empolar factos sem importância. As mais díspares desculpas são apresentadas para não dar explicações. No caso dos rapazes da Santa Casa, alegadamente envolvidos em actos menos lícitos, não falta quem apelide toda a gente de boateira, quando muita coisa já se tornou voz corrente, sem uma explicação plausível.
A Santa Casa tem tido jovens com problemas e isso é público, tem-nos mercê de actos judiciais públicos e desde que extravasou para fora do domínio privado da Santa Casa uma actuação menos própria todos temos o direito à informação. A pretensa defesa dos rapazes perante a devassa dos seus actos e antecedentes não tem cabimento. A condenação da sociedade não se pode fazer só através de um acto judicial mas de forma mais ampla para ser eficaz.
Pretender que eles assim ficarão manchados para toda a vida é não acreditar nas virtudes do perdão e no julgamento social. Problema diferente é dizer que, ao nos referirmos a estes rapazes problemáticos, estamos a meter tudo e todos no mesmo saco. Uma mente sã, não maledicente, não procede assim, porque não chega a pensar desse modo.
Só aqueles para quem a perfídia é o dia a dia, cujo carácter maledicente já está arreigado, ousarão generalizar aquilo que são casos pontuais e devidamente identificados, mas que, para serem tratados com cuidado e a atenção requerida, não necessitam de permanecer secretos. E claro transportados por boato, que para muita gente parece ser uma maneira leal.
Só se acaba com o boateiro se eliminarmos o boato à nascença.

21 abril 2008

Humanistas à custa de quem?

A moralidade e a legitimidade do lucro são muitas vezes postas em causa. Numa coisa todos concordamos, o Estado não existe para dar lucro, não faz sentido. Para as restantes entidades parece que o lucro é legítimo. Mas será que as instituições que perseguem fins próprios do Estado, por exemplo as chamadas IPSS, moralmente devem ter lucro?
Uma boa gestão pressuporia que estas instituições mantivessem ou incrementassem o seu valor patrimonial somente através de donativos voluntários destinados a esse efeito específico. Tudo o que fossem subsídios do Estado, donativos para a manutenção deveria ser utilizado para esse fim.
Ninguém deveria receber subsídios para os meter na conta bancária. Aliás deveria ser utilizada uma conta bancária para cada fim e, quando se justificasse, feita a contabilidade analítica. Existe uma grande promiscuidade na gestão de fundos públicos por parte de algumas instituições privadas. Por mais que se diga que estas gerem melhor não estou de todo convencido.
Há instituições que se apropriam indevidamente de subsídios do Estado, que exigem dos apoiados jóias indevidas (Verdadeiro acaso, ao escrever estas linhas está a noticiar na RTP1 um caso destes na Santa Casa de Misericórdia de Santo Tirso). Infelizmente a Segurança Social não controla a movimentação de utentes que se verifica por exemplo nos centros de dia, subsidiando por protocolos desactualizados. Paga refeições que ninguém come.
Periodicamente a imprensa aborda um caso ou outro mas a cultura reinante é permissiva porque se entende que tirar ao Estado não é pecado, pelo menos quando a sua gestão é entregue a discípulos de uma qualquer religião. A religião não tem culpa pelos prosélitos que tem, mas não pode servir de capa a quem dela se serve.
Não podemos relativizar tudo, nem partir do princípio que dum lado estão os bons e do outro estão os maus. Há quem se sinta gratificado por ajudar, mas é necessário saber quem é que no fim sai ajudado, se é o utente se é a instituição. Esta constatação que nada tem a ver com aproveitamentos pessoais, parte do princípio que, sendo nós imperfeitos, podemos instituir sistema perfeitos, ou pelo menos mais perfeitos do que o somatório daquilo que em nós se pode entender como perfeito.
É fácil pedir rigor aos outros, difícil é praticá-lo. São fáceis as lições de humanismo, mas este não tem que ser contabilizado em qualquer conta de deve e haver. Façamos sim o débito/haver da ajuda que é dada num conjunto de situações semelhantes, porque isto de andar a dizer que tudo dá prejuizo não me convence a mim.

14 abril 2008

Mais moderação precisa-se!

São características do sindicalismo comunista os bruscos amortecimentos, os súbitos afrouxamentos, os entendimentos imprevistos. Há que consolidar a retaguarda e as conquistas, não arriscar tudo, não esticar demasiado a corda, aprender com as lições da história.
O sindicalismo estava de tal maneira desacreditado que sair da crise sem correr demasiados riscos parece ser a sua única estratégia. No geral o sindicalismo não tem conseguido grandes avanços. No caso específico dos professores é certo que os conseguiu há uns anos atrás mas sem que a população veja melhorias no ensino, a propósito do qual surgiram todas as suas reivindicações.
Para cúmulo, tendo conseguido vantagens materiais inimagináveis noutros sectores, os sindicatos viram os seus associados virarem-lhes as costas, as cotas dos sindicalizados a diminuir, o governo a reduzir-lhes o número daqueles que, a desculpa da actividade sindical, se puderam dedicar a tempo inteiro à subversão do sistema escolar.
Os sindicatos viram-se na necessidade de repensar a sua acção, de tentar dinamizar o sector, de assumir reivindicações mais mobilizadoras. Mas o entusiasmo súbito que provocaram não deve ter tido expressão prática na cotização e na aproximação dos professores à actividade sindical. Os paradoxos mantêm-se.
Este processo reivindicativo terá antes ajudado a que franjas marginais de professores, baseados numa aparente facilidade de mobilização, ganhem ânimo e queiram prosseguir a mesma saga irresponsável e desonesta. Mas os professores sabem que esta gente é boa quando tem um objectivo específico mas terrivelmente prejudicial por os pretender instrumentalizar para além da actividade sindical.
Os sindicatos sabem que facilmente conseguirão retomar as rédeas, que esses sectores radicais se caracterizam por constituírem manifestações gangrenosas localizadas. Os sindicatos apostam numa maior credibilidade da sua actuação, na consolidação dos ganhos que foram adquirindo, numa imagem de respeitabilidade, porque também está em jogo a sua própria sobrevivência.

13 abril 2008

Menos moralidade precisa-se!

As instituições privadas que albergam jovens são atacadas, como o são os funcionários públicos que desempenham as mesmas missões. A discussão de qual a solução mais barata para o erário público é velha e não é fácil de ser abordada em todas as suas implicações. Deixemo-la por agora.
Se porém o Estado transfere a sua responsabilidade no crescimento ou mesmo na recuperação dos jovens que, por um motivo ou outro, não podem viver em ambiente familiar, convirá saber se coloca todas as suas disponibilidades ao dispor dos privados para que eles não falhem na sua missão. Se tal se verifica, convirá saber se são bem aplicadas.
Facilmente podemos partir do princípio que o Estado não dá dinheiro a mais. Todos dizemos que o Estado dá pouco e muitos prometem mais, mas todos estamos obrigados a sermos rigorosos. Se os privados aceitam o encargo, têm que o cumprir em todas as suas implicações e deixar de se desculpabilizarem pela exiguidade de verbas.
A Santa Casa da Misericórdia de Ponte de Lima está a falhar no cumprimento das suas obrigações, isto parece evidente, mas a solução preconizada por Daniel Campelo, Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, não é de modo algum legítima. Parece-me que, garantida a boa aplicação dos dinheiros do Estado Central, lhe não ficaria mal ajudar naquela missão espinhosa.
Quanto às palavras de Abel Batista, Presidente da Assembleia Municipal de Ponte de Lima, revelam um bom discípulo de Paulo Portas na utilização da moralidade como arma política. Mas num político nós nunca sabemos a verdadeira ideia de fundo sobre uma questão. De qualquer maneira não creio que a ideia de Campelo seja queimar estas crianças, embora saibamos que à esquerda e à direita há pessoas que pensam assim.

12 abril 2008

Mais humanismo precisa-se!

Em Ponte de Lima entende-se que há um grupo de jovens internados nas antigas Oficinas de S. José, hoje administradas pela S.C. da Misericórdia de Ponte de Lima, que lá não deveriam estar. São casos problemáticos, oriundos de outras regiões do País e que para aqui vêm mercê de um acordo da Santa Casa com a Segurança Social e Serviços de Reinserção Social.
Na recente reunião da Assembleia Municipal de Ponte de Lima realizada a 11-04-2008 o Presidente da Câmara, Daniel Campelo deu voz oficial àquele sentimento de rejeição, aliás já por ele manifestado em casos parecidos, sem contestação visível. Porém desta vez o Presidente da Assembleia Municipal, Abel Batista, no prosseguimento da sua demarcação da gestão de Daniel Campelo, entendeu dar um puxão de orelhas a este, apelidando a sua atitude de falta de humanismo e de apoio à inserção social dos jovens, sendo sinal de um bairrismo despropositado, duma visão estreita.
Teoricamente todos deveremos estar com esta posição de Abel Batista mas o que Daniel Campelo não quis revelar é a falta de condições da Santa Casa para albergar jovens naquelas condições, sem instalações adequadas, sem técnicos de acção social preparados, sem vigilantes, sem um acompanhamento dos jovens dentro e fora das instalações, permitindo que eles sejam acusados de se violentarem uns aos outros e de praticarem pequenos delitos dentro do burgo.
Por mais que digam que este serviço é bem executado por privados, que estes não têm fins lucrativos, que o Estado gastaria mais e faria pior custa-me a acreditar, maugrado a relatividade existente nestas coisas. Querermos ser mais humanistas uns do que os outros é uma discussão sem nexo, quando se deveria estudar a razão última das coisas acontecerem assim. E verificar se a Santa Casa em vez de prestar um serviço de qualidade não estará apenas preocupada com o lucro, como tem sido seu apanágio.

07 abril 2008

Mais confiança precisa-se!

Uma das razões pelas quais os actos de indisciplina devem ser solucionados preferencialmente no âmbito escolar é a visibilidade que é dada à solução encontrada e que pode assim funcionar como exemplo positivo em contraponto com o exemplo negativo que é dado pelos actos não solucionados.
É bom que alguém que, pelas mais diversas razões, que as há, teve comportamentos menos apropriados, possa dar exemplo da sua correcção, que pode ser não só um melhor domínio de impulsos exibicionistas, de ascensão a lideranças, como pode ser a compreensão da ineficácia de impulsos destrutivos resultantes de um ambiente social deprimente
Embora as comunicações permitam que hoje se criem ambientes virtuais, o ambiente primordial de vida, de relacionamentos dos alunos é a escola e essa ligação visual, física, de contacto vai continuar a ser necessária para o estabelecimento de relacionamentos saudáveis e como tal deve manter a centralidade em todos os aspectos, juntamente com a família.
As experiências na escola são marcantes, tão só pela idade em que se desenvolvem, como pelo seu conteúdo, para todo o resto da vida das pessoas. Mesmo que possa ser errado, a maioria das pessoas não contesta nunca mais aquilo que aprendeu, a perspectiva pessoal que adquiriu sobre muitos dos assuntos com que vai deparando pela vida fora.
Também a desconfiança criada na escola em relação a ela mesma se transfere para desconfiança na sociedade. Substituir a inoperância da escola pela falta de agilidade da sociedade para resolver de fora os problemas que dentro dela possam surgir é agravar em muito as dificuldades de inserção social que se manifesta em quem tem percursos escolares complicados.
A escola tem que “fornecer” à sociedade pessoas confiantes em si mesmas e merecedores da confiança dos outros para que não se tornem auto excluídos.

06 abril 2008

Menos injustiça precisa-se!

É sempre difícil ter a certeza de que um determinado problema disciplinar está totalmente ultrapassado. Mas na escola, havendo um acompanhamento diário do aluno, havendo uma série de intervenientes no processo habituados e quase sempre habilitados a lidar com jovens e a aferir do seu estado psicológico para a aceitação da disciplina, tudo está mais facilitado, haja colaboração de todos os interessados.
Poderemos no entanto pôr ainda a questão, mesmo que o problema em relação a um aluno determinado esteja resolvido, e tendo em vista que a sua ocorrência criou ondas, tem sempre um efeito nefasto na disciplina colectiva, se esse aluno há-de ser responsabilizado por isso. Na verdade será mais difícil de aferir se esse efeito lateral se extinguirá simultaneamente.
O sistema normal de justiça assenta muito na necessidade de penalização de um acto qualquer pelo seu efeito de exemplaridade, isto é, parte do princípio que é preciso um castigo exemplar para quem dá um mau exemplo, para quem pratica um acto de indisciplina que se possa propagar.
O sistema normal de justiça não se fica pela eliminação da origem do mal, é um sistema persecutório, que não acredita nas possibilidades de recuperação das pessoas e que esses bons exemplos também se possam propagar, ganhar novas adesões e dar origem ao desarmadilhar de percursos que os jovens fazem muitas vezes inadvertidamente.
Sabe-se que em muitos casos a escola se demite de resolver os seus próprios problemas. Mas o sistema normal de justiça está de tal modo desacreditado, é tão injusto, tão susceptível a preconceitos e esquemas preconcebidos, pratica uma justiça tão discriminatória, tão cingida aos papéis sociais dos que dela necessitam, que o aluno é sempre tido por um elemento inconveniente numa ordem justiceira de papéis rígidos.
A escola tem que reequacionar os ensinamentos que deram origem a este tipo de justiça e tem que, até onde possa, subtrair os seus alunos a este império da maldade.

02 abril 2008

Menos autoritarismo precisa-se!

A análise de dois fenómenos idênticos, um envolvendo alunos do ensino obrigatório e outros adultos que frequentam voluntariamente uma formação apropriada tem que ter em consideração as naturais diferenças. Se nestas idades qualquer problema que surja pode ser resolvido invocando a justiça geral porque será mais ou menos displicente o efeito da sua aplicação tardia, naquelas idades isso seria terrivelmente prejudicial.
Os problemas de disciplina têm que ser resolvidos pelos órgãos próprios e próximos, de modo rápido e com eficácia imediata. Quando os problemas ultrapassam certo limiar e entram no domínio da violência intencional e perniciosa então poderá ser de pensar em reflexos só atingíveis com sanções que os corpos próprios da escola não tenham poder para aplicar.
Despudoradamente certos sectores políticos pretendem aproveitar esta ocasião, em que se debate o problema da disciplina e violência na escola, para defender a intrusão no seu funcionamento de uma lógica justicialista de todo inadequada, que meteria todas as questões na mesma embrulhada e trataria jovens indefesos e adultos como se fossem iguais.
O meio é comum às duas partes mas cada uma vive-o de modo manifestamente diferente. As duas perspectivas têm que estar bem presentes, o que não é garantido no sistema normal de justiça. Além da idade, da maturidade, há evidentes diferenças nos objectivos que cada uma das partes tem presente, na pressão a que cada um está sujeito.
Da parte do aluno é necessário ver que o próprio ensino pode ser por ele visto como uma violência inoportuna e os próprios professores têm que reconhecer nele uma certa violência implícita. Depois é muito mais natural que na sua idade haja uma presença contínua e à flor da pele de sentimentos contraditórios, contrariamente à maior estabilidade emocional dos adultos.
Da parte do professor justifica-se a preparação para a não tomada de atitudes autoritárias, principalmente quando é só o aproveitamento que está em causa e não qualquer problema de disciplina. É suficiente mostrar a autoridade só quando está alguém pretender dispersar a atenção no ensino.

Aqui pode vir a falar-se de tudo. Renegam-se trivialidades, mas tudo depende da abordagem. Que se não repise o que está por de mais mastigado pelo pensamento redondo dominante. Que se abram perspectivas é o desejo. Que se sustentem pensamentos inovadores. Em Ponte de Lima, como em todo o universo humano, nada nos pode ser estranho.

Acerca de mim

A minha foto
Ponte de Lima, Alto Minho, Portugal
múltiplas intervenções no espaço cívico

"Big Man" 1998 (1,83 de altura) - Obra de Mueck

"Big Man" 1998 (1,83 de altura) - Obra de Mueck
O mais perfeito retrato da solidão humana