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21 outubro 2009

A Liberdade de Imprensa e o choradinho nacional

Os profissionais da imprensa não estarão a ver bem os problemas da Liberdade de Imprensa. Ou então não são claros nas razões que têm para denunciar falhas que poderão existir. Como em quase tudo em Portugal o culpado é sempre o governo e esquece-se assim aqueles que às claras ou sub-repticiamente manipulam e controlam para obter uma dada orientação.
A imprensa escrita é hoje a mais dependente dos seus proprietários. Estes decerto seriam mais condescendentes se obtivessem lucros da sua actividade, mas como no geral acumulam prejuízos tornam-se mais exigentes em relação à orientação que querem ver imprimido nas suas publicações.
É natural que ao governo, a qualquer governo, não agrade uma imprensa que preferencialmente diz mal e só raramente realça o bom. Em qualquer assunto em que existam aspectos positivos e negativos são estes últimos que ganham a prevalência., quando não a exclusividade. Na imprensa oral aprendeu-se uma forma de dizer, incisiva e acintosa, que impede mesmo que se refira alguma coisa de positivo.
Outro problema da nossa imprensa é a cobertura que dá ao choradinho nacional. Decerto que há muita gente que gostaria, teria toda a razão e deveria ser-lhe dado o direito de gritar bem alto a sua indignação a sua revolta pela iniquidade, pela humilhação, pela injustiça. Mas no geral o que surge são casos caricatos, profissionais da simulação, carpideiras sem vergonha. As pessoas dignas não se misturam com esta gente.

01 junho 2009

Como se pode brincar com tantos milhões?

Contra a maioria das opiniões que se têm publicado sobre as declarações de Oliveira e Costa na Comissão Parlamentar para o caso BPN penso que são tudo o que uma inquirição não deve ser: Um espectáculo.
Se os agentes da Judiciária pudessem dispor de um réu que se lhes apresentasse com o à vontade que este manifestava, com todo o tempo do mundo de modo a que ele pudesse discorrer livremente até que a uma certa hora já cansado começasse a revelar coisas que não deveria, decerto que teríamos resultados muito mais aliciantes.
Só porque o objectivo da Comissão é a tentativa de incriminar o Governador do Banco de Portugal é que se percebe aquela galhofeira, aquela partilha de satisfação dos objectivos: Ambos se consideram vitoriosos porque Oliveira e Costa disse o que queria e a Comissão, não ouvindo aquilo que queria, pelo menos aproveitou-se do impacto público daquele discorrência para se vangloriar de ser capaz de vasculhar na imundice do mundo do dinheiro.
Oliveira e Costa ajudou a deitar abaixo um que, não fora a sua pouca-vergonha, já estaria há muito a milhas. Deu outras bicadas bem direccionadas, mas denegrir directamente essas figuras para um preso não é sinal de valentia, mas de cobardia.
Oliveira e Costa teria outras formas muito mais dignas, mais leais de chegar aos mesmos elementos falando directamente dos actos nefastos que esses senhores teriam praticado com a sua conivência. Só assim se perceberia a dimensão desta tragédia e só assim será possível conseguir reaver ao menos parte do imenso bolo roubado. Mas os senhores deputados não estão nisto interessados, só querem a cabeça de um homem: Vítor Constâncio. A estupidez humana deve ter limites.

29 maio 2009

Pegar em 10 milhões não será usurpação?

Na imprensa lê-se e ouve-se de tudo, mas o que é preocupante é ver profissionais a tentarem manipular sentimentos das pessoas com um despudor gritante. Teremos muitas situações em que aplicar a inveja, mas atribuir-lhe algum papel na questão dos 10 milhões do fundo de pensão pessoal posto à disposição de Miguel Cadilhe é abusivo.
Este valor ultrapassa de tal maneira aquilo que seria legítimo esperar que pode suscitar muitos sentimentos, desde a indignação à revolta, da estupefacção à incredulidade. Quanto à inveja, sentimentos mesquinho, quem a cultiva aplica-a sempre que vê o vizinho com carro novo, o colega com uma nova parceira, uma amiga com um novo visual.
Estes 10 milhões não se vêm todos os dias, é muita fartura para alimentar um sentimento tão básico como a inveja. A sua invocação só tem como objectivo desqualificar a opinião de quem se indigna com tão ridículo negócio. Estes jornalistas, estes opinadores que a invocam permitem-se brincar com os sentimentos das pessoas só porque isso é afinal frequente acontecer na imprensa.
O espectáculo é degradante mas seria necessária uma grande reciclagem ao cérebro destas pessoas para se não deixarem levar por facilidades quando tratam de sentimentos pessoais. Na verdade se hoje já não há respeito pelas pessoas, como se há-de respeitar a opinião pública? Desacreditar esta só tem como objectivo defender pequenos manipuladores, negociantes, usurpadores. E grandes quando mediáticos como o Miguel Cadilhe.

21 maio 2009

Um partido tranquiberneiro

Num debate entre Paulo Rangel e Vital Moreira este designou aquele e o seu partido de tranquiberneiro. Efectivamente para o PSD a política não é um assunto sério, é a arte d0 mixordeiro, de baralhar constantemente, de tirar conclusões opostas conforme a conveniência de momento.
Esta forma de fazer política está infelizmente vulgarizada e já quase é aceite como normal. Os partidos não acentuam as divergências, e as convergências quando elas existam, sobre a forma de governar em relação a assuntos específicos, antes escolhem uma marcação fenómeno a fenómeno desligada de qualquer visão estratégica global.
O seu objectivo é prático. É tentar abranger o máximo de pessoas que têm alguma divergência em relação ao governo, como se isso fosse suficiente para que as pessoas adoptem a sua forma de oposição sistemática. E é por isso, porque as pessoas ainda têm capacidade de discernimento, que as sondagens são para eles difíceis de perceber.
O PSD é um partido de fiéis, que sempre acreditaram em si próprios, mas que se mostram incapazes de abertura em relação a politicas que não sejam patrocinadas por si próprios, mesmo que correspondam aos seus padrões e tenham o seu apoio de fundo.
Entre o taberneiro que honestamente vende a sua mercadoria e o tranquiberneiro que vende a sua zurrapa intragável é prejudicial há a diferença suficiente para que ninguém se deixe enganar por estes novos mixordeiros.

13 maio 2009

O homem Sonae também ensandeceu?

Admiram-no por ter construído um império a partir de um curso de engenharia química aplicado nos aglomerados estratificados. Teve a confiança de Pinto de Magalhães e aproveitou todas as oportunidades para aumentar o seu império. Aproveitou parcerias e até restos dos outros como a Torralta, só a PT resistiu aos seus dentes.
Esperar-se-ia que nos ensinasse a enriquecer com o trabalho, de que é sabido que ele gosta. Nós também gostaríamos que fosse com honestidade, mas neste momento de crise há mais gente pronta a prescindir disso. Em vez disso mandou-nos abrir buracos, tapar buracos, voltar a abrir e assim por diante. É evidente que Sísifo lhe causa pesadelos.
Abrir corredores para o TGV será para este senhor deitar dinheiro fora. Abrir buracos em jeito de brincadeira seria um investimento barato. Falta saber quem pagaria, mas não era o Belmiro com certeza. Porque ninguém está disposto a pagar para ocupar o espírito de alguém.
Além de todos quererem ganhar dinheiro, também todos querem que o seu trabalho seja proveitoso e agradável. Esta sugestão é de alguém que não respeita o esforço alheio, que considera que os postos de trabalho que ele põe à disposição da população são uma dádiva sua.
O trabalho é um bem público indispensável para conjugar com o dinheiro de forma a obter o rendimento desejado. Como alguém que não respeita o trabalho quererá que se respeite o seu dinheiro?

09 maio 2009

Onde está o medo, a falta de democracia?

Periodicamente a líder do PSD vem falar da existência de medo, do perigo em que estaria a democracia. Este facto só pode ter como justificação a falta de outro assunto que possa e saiba desenvolver.
Mas fica-lhe mal, redu-la a uma mensageira dos mais baixos sentimentos de ressentimento. Esta senhora não traz rosas no regaço, muito menos pão, tão só rancor. Esta senhora não é a esperança dos pobres, não é a âncora dos remediados, não é a segurança dos ricos.
Esta retórica balofa não convence ninguém e ela terá à sua volta imensa gente que está ansiosa por se ver convencida, que se vê numa encruzilhada já intransponível neste momento. O problema é que ela fala para os mais fanáticos de entre os seus próprios apaniguados.
Um político que fala de coisas que ninguém vê é um aprendiz de feiticeiro, capaz de imaginar que há palavras que incendeiam, sem ter a consciência que os tempos já são outros, as pessoas estão mais clarividentes. Não lhe falta o discurso, mas falta-lhe a razão, coisa que não é de somenos.
A razão não chega a todos, mas chega ao número suficiente de pessoas que se rirão deste discurso caricato. O desespero tem destas coisas, a impotência leva a imputar ao adversário a castração que se lhe depara: Não tem política para apresentar.

28 abril 2009

As diferenças entre audição e representação.

O Deputado à Assembleia da República Abel Baptista, também Presidente da Assembleia Municipal de Ponte de Lima, está a tornar-se especialista em itinerários de comunicação, seja de comboio, estrada ou auto-estrada.
Naquela qualidade participou na reunião com a Comissão de Acompanhamento da Construção da A32 na Branca (Albergaria-a-Velha) destinada a contestar um dos traçados cujos efeitos, segundo a referida comissão, seriam irreversíveis.
Uma estrada ainda vá, pode um dia vir a ser mudada, mas uma auto-estrada parece muito mais improvável. Daí a irreversibilidade dos seus efeitos seja qual for o traçado escolhido. Mas cada um tem direito a puxar a brasa para a sua sardinha. Pelo que esta comissão procura os seus apoios na Assembleia da República.
A única diferença em relação ao Deputado Abel Baptista é que em Albergaria esteve a ouvir e em Ponte de Lima a sua determinação era outra: Impor a todas as forças políticas uma comissão cuja orientação colidiria com os princípios e com os interesses defendidos por elas. Nada impede que defenda as suas ideias em Lisboa mas em seu nome e da organização partidária que representa.
Não tendo efeito prático a sua descolagem de Daniel Campelo não poderá usar o argumento do bloqueamento provocada pelas outras forças políticas, mas caso venha a ser o candidato do CDS à Câmara naturalmente que o vai usar. Com proveito é que é duvidoso.

21 abril 2009

A posição de Campelo incomoda as hostes sociais-democratas

Para Daniel Campelo a linha do TGV passando por Ponte de Lima pode trazer benefícios a prazo, pois pode vir a ser utilizada por comboios de várias características. Disse-o em entrevista ao AltoMinho e isso incomodou as hostes social-democratas.
Na verdade se esta linha projectada tem algumas exigências para permitir uma velocidade de 250 quilómetros, a qualidade por excesso não é defeito. Comboios mais lentos podem vir a circular, sendo que a bitola dos carris é a europeia, e com muito mais segurança.
Em vez de termos uma linha às curvas, como infelizmente são muitas das nossas estradas e as linhas de bitola estreita que estão hoje quase todas abandonadas, vamos ter uma linha com o mínimo de curvaturas, o que traz prejuízos evidentes às edificações que estão nesse trajecto, mas que também permite que outras mais modernas se construam em locais decerto melhores.
Em vez de uma linha subindo penosamente, como o faz a linha do Douro, do Douro até Marco de Canavezes, vamos ter uma linha subindo suavemente do Lima para Norte atravessando o Formigoso e chegando ao Coura com um arco não muito superior a 10 metros de altura. A linha atravessará o Cavado, o Neiva, o Lima, o Coura e o Minho numa ondulação diminuta para a distância percorrida.
O impacto, mesmo tendo em conta estes condicionalismos, é muito inferior à auto-estrada em largura, tempo de circulação, possibilidade de atravessamento, poluição e em muitos mais aspectos. O Comboio é considerado o transporte ideal para pessoas e mercadorias.
O aspecto da exploração económica é o único sobre o qual as dúvidas não estão desfeitas. Mas atendendo a que este troço é financiado pela Comunidade em 75%, este facto levanta esperanças de uma exploração favorável.

20 abril 2009

O PSD enreda-se em contradições sobre o TGV

O PSD Limiano promoveu em 17 de Abril um colóquio-debate sobre a passagem do TGV em Ponte de Lima. As três pessoas convidadas mais pareciam uns curiosos escolhidos para se mostrarem e não para mostrar a ciência, pois careciam dela.
O objectivo seria abrir uma guerra ao governo, ateando fogo nesta praça, que no entanto permanece surda aos apelos do PSD. Em vez disto a desorientação da plateia estendeu-se à mesa e foi um desfilar de tiros no pé de bradar aos céus numa força politica com a experiência desta.
Falou-se da atitude dúbia de Ferreira Leite, da convicção que o TGV será uma certeza qualquer que seja o próximo governo, incluindo se for do PSD, do velho bloco central de interesses, das sociedades de advogados de Lisboa que, à vez, mas sempre com os mesmos objectivos, vão patrocinando a feitura destas grandes obras.
Falou-se dos problemas da TAP derivados da utilização do aeroporto de Lisboa pelas empresas de baixo custo, da necessidade de manter estas para Campo Maior para lhes reduzir os atractivos, falou-se de coisas nunca faladas, de alternativas nunca postas e opções apresentadas fora de tempo.
Os assistentes sentiram-se órfãos, da mesa não surgiram respostas para as principais questões e principalmente para “o que fazer”. Uma iniciativa destas, a tão pouco tempo das eleições, não pode ser encarada pelo lado académico, aliás fraco, mas deveria ter uma orientação precisa a fornecer aos militantes tão carentes de apoio.
Até eu fiquei triste com tanta inépcia política.

16 abril 2009

O PSD e a ala Paulo Portas do CDS estão contra o TGV

Espera-se elevação no debate sobre o TGV na próxima Assembleia Municipal de Ponte de Lima a realizar a 25 de Abril. Mas as dificuldades dos que apoiam uma tal moção já pretensamente aprovada de repúdio pelo TGV não prometem grandes intervenções da sua parte.
A pretensão de que se aprove uma Comissão de Acompanhamento sem orientações definidas é uma forma encapotada de dar carta branca para o Presidente dessa dita Comissão manipular mais facilmente as sua posições e utilizar a comunicação social para uma campanha descarada contra a passagem do TGV, seja por onde for.
Estando ainda por definir quem vai ser o candidato do CDS à Câmara de Ponte de Lima, esta atitude de Abel Batista pode também ser interpretada como uma forma de pressão e condicionamento de Daniel Campelo. Como este não necessita de cedências, com certeza que vai assumir com independência a sua posição.
Tanto pode ser de oposição à criação da tal Comissão, que ele se diz suficiente para defender os interesses de Ponte de Lima, conforme a sua opinião, como pode ser da sua total marginalização ou até ignorância.
Abel Batista corre o risco de depois da nega dos Jovens Centristas do CDS ter agora as hostes limianas de novo divididas.

14 abril 2009

Favelas de ricos

A Universidade do Minho está a fazer um estudo sobre as razões porque nas encostas dos arrabaldes de Braga proliferam favelas de ricos. O termo já é elucidativo, na medida em que remete para a segregação social. Isto é, nos seus efeitos esta construção de casas em território que não é o originário das pessoas e que visa a fuga das pessoas das construções verticais cria fenómenos sociais que podem ser equiparados aos dos favelados.
Seria também interessante estudar o que se passa em Ponte de Lima, onde a construção tem tido tendência a alastrar pelas encostas das colinas e montes, embora para já, afora o caso do Monte da Madalena, de carácter muito mais disperso que em Braga.
Mas aqui não é só a população da Vila que se dispersa, é também a dos arredores do Porto que para cá vem. A sua tendência é para procurar o isolamento, manter-se desligada da realidade local, num segregacionismo novo riquista de gente que não quer ser incomodada no seu descanso por vizinhos a quem “é duvidoso serem civilizados a não ser quando estão entretidos com o seu folclore”.
São residências de fim-de-semana, de gente que se incrusta no hospedeiro, aproveita o seu sossego, mas que nada faz para se incorporar na realidade humana existente, se relacionar com um meio constituído por pessoas que decerto veriam de bom grado vizinhos participativos na vida social e que soubessem transmitir algum saber.
Estes novos vizinhos são maus porque só se relacionam marginalmente, como aliás acontece com a maioria nas suas residências verticais das cidades. Neste ponto é um fenómeno idêntico ao das favelas de ricos, possivelmente mais nefasto porque junta de costas voltadas, embora só ao fim-de-semana, pessoas com perspectivas de vida bem diversas.

10 abril 2009

Porreiro pá! …, Mas nem tanto!

A escolha de Durão Barroso para Presidente da Comissão Europeia não é a indicação de um Português para um Órgão Internacional, antes é a indicação de quem vai dirigir um Órgão Supranacional em que está depositada muita da nossa soberania, que tem uma intervenção e exerce um condicionamento marcante sobre a política que é seguida a nível nacional.
Por isso a perspectiva de José Sócrates é porreira, mas está longe de ser correcta, sequer legítima vinda de quem vem, que tem obrigação de defender uma política diferente para a Comunidade Europeia.
O meu voto em Junho só faz sentido se com ele poder escolher os deputados nacionais ao Parlamento Europeu e dessa forma influenciar a política europeia e indirectamente a escolha da futura Comissão Europeia.
Caso o PPE perca as eleições de Junho, o que eu almejo, não lhe caberá indicar um candidato, mas se Durão Barroso persistir na sua candidatura, José Sócrates cometerá um grave erro se continuar a apoiá-lo e abrir um conflito inevitável com o Parlamento Europeu.
O neo-liberalismo tem que ser abandonado e a política europeia tem que se recentrar nos valores que lhe deram a grandeza e estabeleceram a diferença. Novos protagonistas são necessários, que não sejam simples representantes do capital que fazem da política a defesa dos seus interesses económicos.
O meu voto em Junho é para um candidato que defenda a paz, a liberdade, a cooperação, a solidariedade, que defenda a Europa como a portadora daqueles valores que precisamente Durão B
arroso ajudou a pôr em causa.

25 março 2009

Está a Adega no caminho certo?

Está a decorrer um curso destinado a operadores de restauração muito frequentado e de qualidade. Pelo menos é o que me dizem, que mesmo quem tem já uma boa experiência do sector está a aprender, a actualizar e clarificar conhecimentos que a prática ia dando.
Num dos módulos programados a direcção do curso pensou que seria apropriado integrar uma visita à Adega Cooperativa de Ponte de Lima, o que decerto seria benéfico para ambas as partes, tratando-se de pessoas que necessariamente têm influência nas escolhas que os clientes fazem em relação aos vinhos.
Assim não entendeu a direcção da Adega que achou apropriado aplicar a cada participante uma taxa de 10 €, não se sabe se para pagar o tempo perdido, o vinho gasto, os aperitivos oferecidos ou qualquer outro custo que se possa atribuir a uma visita deste tipo.
É uma medida despropositada, que carece de algum esclarecimento público, que a Adega até não é só uma questão dos seus sócios, é um património dos mais relevantes para Ponte de Lima. Por mais campanhas que se façam para denegrir o vinho, este faz parte da nossa cultura, integra um passado de que nos podemos orgulhar e é necessário que se preserve o seu papel no futuro, o que com medidas destas não está garantido.

21 março 2009

Uma guia sem nexo que não serve de directriz a coisa nenhuma

Como no resto do Centro Histórico de Ponte de Lima também na Zona Ribeirinha, agora em obras, qualquer sítio vai servir para cargas e descargas e até para estacionamentos, à falta de locais apropriados.
Mas pior ainda, as obras vão revelando falhas absurdas de carácter técnico que vão criar problemas e agravar outros desnecessariamente.
Na frente do Mercado Municipal, virada para o Lg. A. Magalhães, entenderam criar uma guia, uma directriz que vai passar a constituir a separação entre a via e o passeio à esquerda e que corre sem qualquer alteração do seu desnível desde o início ao fim no Passeio 25 de Abril.
Como do lado do mercado e do outro lado também os passeios existentes têm uma quebra acentuada a meio, colocaram toda a via de trânsito inclinada para a direita e o novo complemento de passeio do lado do mercado de forma ainda mais acentuada para a esquerda.
Na parte mais alta, na crista assim formada entre o passeio da esquerda e a via de trânsito, colocaram um canal que decerto só captará a água da chuva que lhe caia directamente em cima.
Porém a água não faltará entre a Caixa Agrícola e a Capela da Senhora da Penha de França, agravando-se com este segundo aumento do passeio a situação que já existia e havia sido criada com o primeiro.
Não sei de quem me hei-de queixar mas chamo a atenção das pessoas para que se não deixem ensandecer, nem sejam subservientes por mais diplomas que lhes apresentem.
Uma coisa é certa, isso eu sei, os Gondomarenses vão dar saltos e não se vão queixar da falta de engenho estampada naquelas obras, porque quando chover eles não vão parar por cá para ver.

20 março 2009

Os slogans que sobram, o Slogan que falta

Esta da “Vila mais antiga de Portugal” até andava um pouco esquecida. Afinal isso não é nada que se veja, não acrescenta nada ao que já existe, é um slogan que, por mais razoável que seja, não deixa de ser inócuo.
Há slogans mais sonantes, como aqueles que nos falam do mais elementar que é darmos alimento ao nosso corpo. Capital do Vinho Verde ou Pátria do Sarrabulho são títulos que, se reconhecidos, valem realmente algo. No entanto é abusivo assumi-los sem que a respectiva qualidade seja inigualável, intocável.
Em relação ao vinho não há dúvida que a nossa Adega Cooperativa foi pioneira e manteve durante muitos anos um nome reconhecido. Só que a partir de 1997 deitou tudo a perder e não está a ser fácil recuperar o tempo perdido. Já quanto ao Sarrabulho parece estar a haver um aproveitamento com propósitos variados que só lançam a confusão e novos protagonistas para um cenário a precisar de clareza. É Sarrabulhada a mais.
Mas não têm faltado os slogans propagandísticos de duvidosa eficácia e veracidade. Desde “Ponte de Lima a terra mais florida” a “Ponte de Lima a terra mais limpa” e acabando na “Terra Rica da Humanidade”, mas passando por outros que o tempo fez esquecer, tem sido um chuveirinho de slogans cujo efeito, pela abundância, pode ser perfeitamente pernicioso.
Basta desta proliferação de slogans. Se uma terra for conhecida por um slogan bem identificativo, incontestado já chega. Isto de querer açambarcar tudo só pode passar junto dos néscios e hipócritas, que não sabem a cara que fazem perante quem vê estas coisas com seriedade.

19 março 2009

A Vila mais antiga, uma pia mentira

Daniel Campelo reafirmou no JN de hoje o seu apoio a este slogan que ele próprio lançou há anos. Pelo menos no aspecto formal é uma pia mentira, daquelas a quem o tempo dá laivos de verdade. Como não fez mal a ninguém durante estes anos, só agora as vozes se levantam perante a mentira (pelo menos formal).
Vilas já havia muitos pelo menos desde que os romanos por cá andaram e foram lentamente substituindo a civilização castreja aqui construindo uma ponte, porque a mobilidade era um dos vectores da sua superior civilização. Mas não há vestígios de que aqui tenha existido qualquer povoado significativo, pelo menos na margem esquerda do rio.
Todos os povoados de certa dimensão ficam nas margens direita dos rios, o seu lado mais saudável, mais seguro, que o sol e o inimigo vinham do sul. Mas as povoações criam-se no contexto de uma dada organização estatal ou para-estatal, com uma lógica própria de defesa e distribuição populacional. Não estamos aqui perante um Estado Moderno, historicamente muito mais recente, mas duma soberania nem sempre absoluta, porém organizada.
D. Teresa, auto-proclamada Rainha do Condado Portucalense, achou por bem dar o foral a Ponte de Lima, pequeno burgo cuja dimensão verdadeira em população se desconhece, mas que geograficamente é diminuto. Este foral dá à população aqui residente e a este pequeno burgo direitos pouco vulgares, nomeadamente no trânsito de quem cá se queira deslocar, o que ao tempo era custoso.
O que não resta dúvidas é que, no contexto da criação de mais um Estado, que só viria a ser reconhecido vinte anos depois da outorga do foral, com uma independência só teoricamente dependente do Papado, que o haveria de reconhecer mais tarde, este foi o primeiro acto do género que foi praticado por quem se concedeu poder para tal, a Rainha D. Teresa.
A questão é um pouco estar a discutir se a criança já existe desde a fecundação ou somente com o nascimento, o que pode ser relevante nuns casos mas na maioria não é e em particular para quem espera a criança. Por facilidade de linguagem caímos, cai o Daniel Campelo, nesta pia mentira de em vez de dizer que é o mais antigo foral atribuído na fase de gestação de Portugal a um pequeno território ambicioso, dizer que é o mais antigo de Portugal concedido a um concelho.

17 março 2009

O feriado, uma questão a destempo

O PSD de Ponte de Lima fez do Feriado Municipal um problema de relevância na sua estratégia política. Tudo bem. Nestas circunstâncias de pré campanhas eleitorais ninguém lhe vai ligar, a não ser eu que por vezes gosto de ser benemérito e dar um pouco de troco para animar a malta.
Esta questão entronca com a do foral e com a problemática do ser ou não ser a Vila mais antiga de Portugal. Em tempo falaremos desta. Mas a questão também se relaciona com a marcação das Festas do Concelho e com a sua antecipação de uma semana devido à antecipação que se verificou no começo das aulas. E também desta questão falaremos depois.
A questão do foral é importante se ele assume mesmo um aspecto fundador, de uma povoação que nasceu do nada, com direitos superiores aos habituais e numa lógica nova, diferente daquela que durou séculos e que passava pela criação das povoações importantes na margem direita dos rios que correm de nascente para poente, isto é a norte. Ponte de Lima é uma novidade e permanece excepção.
A questão do tempo em que se celebra o feriado e do seu carácter também é importante. A antecipação das Feiras Novas vai dar ao dia 20 de Setembro uma outra dignidade, que pode ser ainda reforçada se se acabar com a segunda feiras de Feiras Novas e se assumir o carácter religioso que está na base da sua génese. Mas também algumas outras actividades podiam ser incluídas no seu programa normal.
Quanto à época climática não haverá dúvidas que as comparações são favoráveis a Setembro e as excepções só confirmarão a regra.

16 março 2009

O sarrabulho, prato regional ou comercial?

Os novos confrades da Confraria do Sarrabulho à Moda de Ponte de Lima têm que fazer uma declaração estranha em que o amor ao sarrabulho é um pretexto somente. Parece que é algo que se come mesmo que a contra gosto. Nada ali realça o aspecto principal que deve nortear a acção de uma Confraria deste género.
Na dita declaração diz-se que o sarrabulho terá nascido em Ponte de Lima nos inícios do século passado. Não é assim que se defende um prato regional que tem as suas origens decerto uns séculos bem atrás deste parto tardio que lhe é atribuído. A coisa será diferente se se querem referir somente ao prato comercial, mas isso seria muito restritivo.
Sabemos que em princípio o sarrabulho é um arroz de cabidela, feito com sangue e miúdos de uma qualquer animal, em particular a cabra ou o porco. No prato comercial de arroz de sarrabulho substitui-se os miúdos por carne desfiada de vaca e galinha, o que não lembraria ao diabo, muitos menos a qualquer lavrador abastado que mataria o seu porco, mas não matava uma vaca para lhe tirar nenhum “ganso” e deixava a galinha a dar ovos para a próxima Páscoa. É uma solução puramente comercial.
Nesse prato primitiva ter-se-á introduzido as carnes desfiadas e enviado os miúdos para o prato dos rojões conjuntamente com as belouras, as chouriças de verde e as enfarinhadas. Quem o fez pela primeira vez?

15 março 2009

A má política camarária de promoção do sarrabulho

A Câmara Municipal de Ponte de Lima desconfia dos comerciantes de sarrabulho de Ponte de Lima. Foram eles que criaram esta atracção pelo sarrabulho, vendido a um preço convidativo, não estando em questão a sua qualidade, esperando tão só pelo cliente e tentando corresponder aos seus gostos e posses. Agora surge a Câmara com novas ideias e novos patrocínios.
Uma das pessoas que anda a minar a confiança no comércio local e a tentar assumir uma posição de liderança na questão do sarrabulho é o dono do Restaurante Camelo de Portuzelo. Já tem as boas graças da Câmara, pronta a entregar-lhe um papel privilegiado nesta questão, quando não a gestão da Catedral do Sarrabulho, o Restaurante Clara Penha.
Os restaurantes de Ponte de Lima têm que se pôr de sobreaviso perante esta invasão de quem se promoveu à custa de Francisco Sampaio, da Praça da Alegria e da Feira de Santarém sem quaisquer créditos anteriores. Não teremos em Ponte de Lima gente capaz do mesmo mediatismo ou só Daniel Campelo é capaz de umas prestações televisivas apropriadas?
Hoje instalar um restaurante não é fácil e a Câmara de Ponte de Lima tem que incentivar quem se arrisque neste negócio sem querer controlar tudo e ser o maior arrendatário e promotor da restauração limiana. Em vez de apoiar quem se queira instalar, aposta tudo em gente de “créditos” firmados. Esta política de engordar os nababos é errada.

14 março 2009

Pela recuperação do modelo dos actuais candeeiros da Ponte Medieval

A Câmara Municipal de Ponte de Lima colocou durante algum tempo dois novos tipos de candeeiros sobre a Ponte Medieval para analisar o seu efeito estético e a sua correspondência à iluminação pretendida.
Os motivos desta alteração são vários, desde a deterioração dos actuais por enferrujamento à necessidade de um melhor efeito visual e de uma melhor eficiência energética, escondendo o foco de luz e projectando-a toda sobre a ponte e à necessidade de duplicar o número de candeeiros.
Os candeeiros lá colocados correspondem a alguns dos objectivos mas não a todos. Não havia necessidade de alterar o actual visual em relação ao suporte dos candeeiros existentes, que emprestam uma outra robustez, uma maior grandiosidade nos quatro elementos que a constituem.
Os suportes apresentados, um redondo e outro quadrado, são de uma simplicidade confrangedora que se coaduna pouco com o carácter pesado duma obra da natureza da ponte. Já quando ao suporte propriamente da lâmpada eléctrica a solução actual não satisfaz em nenhum sentido.
A implantação na actual base de um suporte da lâmpada diferente era possível. Decerto um suporte quadrado semelhante a uma das soluções apresentadas, com uma outra dimensão talvez para se não perder de vista e corresponder à dimensão do restante candeeiro.
Aceitam-se estudos.

Aqui pode vir a falar-se de tudo. Renegam-se trivialidades, mas tudo depende da abordagem. Que se não repise o que está por de mais mastigado pelo pensamento redondo dominante. Que se abram perspectivas é o desejo. Que se sustentem pensamentos inovadores. Em Ponte de Lima, como em todo o universo humano, nada nos pode ser estranho.

Acerca de mim

A minha foto
Ponte de Lima, Alto Minho, Portugal
múltiplas intervenções no espaço cívico

"Big Man" 1998 (1,83 de altura) - Obra de Mueck

"Big Man" 1998 (1,83 de altura) - Obra de Mueck
O mais perfeito retrato da solidão humana