Para dar por findas as conclusões acerca deste referendo interessa ter em conta que em Portugal o Estado se não apresenta como agente fomentador do I.V.G., mas tão só como entidade que, solicitada a intervir num processo que até aqui decorria na mais pura clandestinidade, se prontifica a proporcionar condições condignas para corresponder à vontade da potencial mãe, sem descurar a possibilidade de a tentar inverter.
Destaquemos aqueles que tentaram fazer passar o Estado por promotor da I.V.G., e que, após a derrota do Não, se apressaram a reclamar um preço, a pedir para que o Estado pague às mães a quantia que gastaria se tivesse que pagar uma I.V.G.. Tal preço (500 €), e ainda por cima fraco, dado à maternidade é uma prova de cinismo e brutalidade.
Como despropósito que é, não é manifestamente por aí que se diminuirá o recurso à I.V.G.. Como acto cínico é errado “passar” à mãe um preço pela criança que possa vir a nascer. Mas sem este propósito e em abstracto podemos medir as implicações económicas.
As mulheres que têm filhos já representam um pesado encargo para a Segurança Social e para as empresas que quantificados representarão um valor incomparavelmente superior a esse montante reclamado mas tal não é razão para que o Estado vá deixar de aumentar dentro do possível o apoio que presta às mães. E as empresas terão que acompanhar este propósito.
Para a família o encargo ainda será maior que, por efeito das alterações ocorridas na economia, esse encargo perdura muito mais tempo. Mas o aumento da natalidade é mesmo um objectivo nacional e o Estado deve incentivar tudo o que possa contribuir para isso, sem estar a medir em cada momento os custos que isso possa implicar.
Numa sociedade livre, uma gravidez livre e assumida é condição primeira e mais importante para uma infância que cresça dentro das melhores condições. Cabe à família e a sociedade proporcionar-lhas e a todos pugnar para que isso aconteça.De todos se exige que de vez nesta questão se ponha de lado o cinismo.
Destaquemos aqueles que tentaram fazer passar o Estado por promotor da I.V.G., e que, após a derrota do Não, se apressaram a reclamar um preço, a pedir para que o Estado pague às mães a quantia que gastaria se tivesse que pagar uma I.V.G.. Tal preço (500 €), e ainda por cima fraco, dado à maternidade é uma prova de cinismo e brutalidade.
Como despropósito que é, não é manifestamente por aí que se diminuirá o recurso à I.V.G.. Como acto cínico é errado “passar” à mãe um preço pela criança que possa vir a nascer. Mas sem este propósito e em abstracto podemos medir as implicações económicas.
As mulheres que têm filhos já representam um pesado encargo para a Segurança Social e para as empresas que quantificados representarão um valor incomparavelmente superior a esse montante reclamado mas tal não é razão para que o Estado vá deixar de aumentar dentro do possível o apoio que presta às mães. E as empresas terão que acompanhar este propósito.
Para a família o encargo ainda será maior que, por efeito das alterações ocorridas na economia, esse encargo perdura muito mais tempo. Mas o aumento da natalidade é mesmo um objectivo nacional e o Estado deve incentivar tudo o que possa contribuir para isso, sem estar a medir em cada momento os custos que isso possa implicar.
Numa sociedade livre, uma gravidez livre e assumida é condição primeira e mais importante para uma infância que cresça dentro das melhores condições. Cabe à família e a sociedade proporcionar-lhas e a todos pugnar para que isso aconteça.De todos se exige que de vez nesta questão se ponha de lado o cinismo.
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