A constituição do Parque da Peneda-Gerez foi feita noutro regime e noutra época. Partiu do pressuposto que, integrando aldeias e freguesias inteiras na sua área e sentindo-se as suas populações plenamente integradas nesse ambiente, o Parque não ia alterar sobremaneira os seus modos de vida.
Mas este pressuposto veio a mostrar-se um erro colossal ao colocar um colete-de-forças regulamentar e policial sobre estas populações, tão mais que elas já anteriormente manifestavam a sua insatisfação, emigrando para o estrangeiro e para outras regiões do País.
Ao se tentar impedir as pessoas de procurar novos meios de vida, perante um mundo em permanente evolução, ao se privar as pessoas do recurso a determinados proventos, quando se vê os outros a recorrer facilmente a eles, está-se a tentar manter imensa gente numa descabida quarentena ambiental.
O Governo, a gestão do Parque, naquilo que é da sua competência, tem de mudar radicalmente de procedimentos. È evidente que por mais portagens que criem, e que ninguém quer pagar, não vão resolver o problema daqueles que lá vivem, porque, além do mais, estes têm a suficiente dignidade para se não deixarem rebaixar ao nível de uma reserva de índios americanos.
Têm de ser dados passos no sentido da conciliação dos interesses de todas as partes envolvidas porque, se não há problema em ficarmos sem os 109 votos dos habitantes de Germil, há problemas de cidadania, de aproveitamento de recursos, de igualdade de oportunidades.
O fundamentalismo não é bom conselheiro em qualquer domínio, mesmo que “só” no ambiental.
Mas este pressuposto veio a mostrar-se um erro colossal ao colocar um colete-de-forças regulamentar e policial sobre estas populações, tão mais que elas já anteriormente manifestavam a sua insatisfação, emigrando para o estrangeiro e para outras regiões do País.
Ao se tentar impedir as pessoas de procurar novos meios de vida, perante um mundo em permanente evolução, ao se privar as pessoas do recurso a determinados proventos, quando se vê os outros a recorrer facilmente a eles, está-se a tentar manter imensa gente numa descabida quarentena ambiental.
O Governo, a gestão do Parque, naquilo que é da sua competência, tem de mudar radicalmente de procedimentos. È evidente que por mais portagens que criem, e que ninguém quer pagar, não vão resolver o problema daqueles que lá vivem, porque, além do mais, estes têm a suficiente dignidade para se não deixarem rebaixar ao nível de uma reserva de índios americanos.
Têm de ser dados passos no sentido da conciliação dos interesses de todas as partes envolvidas porque, se não há problema em ficarmos sem os 109 votos dos habitantes de Germil, há problemas de cidadania, de aproveitamento de recursos, de igualdade de oportunidades.
O fundamentalismo não é bom conselheiro em qualquer domínio, mesmo que “só” no ambiental.
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